Com 2026 a arrancar com o encarecimento dos tarifários dos três grandes operadores – Meo, Nos e Vodafone – e após um ano da chegada da Digi ao mercado português — que levou as marcas low-cost Uzo, Woo e Amigo a apostarem em tarifários praticamente ao mesmo preço da concorrente romena — talvez seja altura de comparar as opções disponíveis no mercado e escolher a mais adequada às suas necessidades.
A DECO PROteste, que analisa mensalmente vários tarifários de telecomunicações, revela quais as opções mais baratas em janeiro.
Internet fixa: diferenças que chegam aos 18 euros por mês
Nos tarifários de internet fixa, as discrepâncias são evidentes. Enquanto Meo, Nos e Vodafone cobram entre 29,99 euros e os 31 euros mensais por serviços equivalentes, a Digi oferece a mesma velocidade por 10 euros, com um período de fidelização de apenas três meses.
As marcas low-cost Uzo, Woo e Amigo posicionam-se num patamar intermédio, com preços na ordem dos 15 euros, enquanto a operadora regional a LigaT — presente em regiões como Montijo, Malveira, Torres Vedras e Caldas da Rainha — pratica valores semelhantes, sem exigir fidelização.

Internet móvel: mais dados, menos euros
Também nos tarifários de internet móvel se regista uma intensificação da concorrência, sendo atualmente possível obter pelo menos 100 GB de dados móveis por mês por valores que variam entre 5 e 15 euros mensais. Contudo, 2026 começa com subidas de preços, com a Meo, a Vodafone, a Uzo e a Amigo a anunciarem atualizações nas mensalidades destes tarifários.

Tarifário de televisão, internet fixa e internet móvel mais barato
Nos pacotes que combinam televisão, internet fixa e internet móvel, as marcas low-cost voltam a destacar-se. Para um pacote com televisão, internet fixa e internet móvel com um cartão de dados móveis com, pelo menos, 100 GB de tráfego, em janeiro, as marcas low-cost têm preços que variam entre os 24 e os 32 euros.
A Uzo, a Woo e a Amigo ficaram mais caras neste início de ano, mas passaram a oferecer dados móveis ilimitados. A Meo e a Vodafone continuam a ser as mais caras, mas a mensalidade da Nos está agora mais próxima dos preços dos principais concorrentes, depois de uma nova subida de preço nos tarifários de televisão, internet fixa e internet móvel com um cartão.
No entanto é importante ter em conta que as ofertas das marcas mais baratas têm menos canais de televisão incluídos e podem não incluir box de TV, sendo que nesses casos os consumidores têm de recorrer a apps como Android ou Apple TV para aceder ao serviço de televisão.

Tarifários de televisão, internet fixa e internet móvel com 2 cartões
No caso das ofertas de televisão, internet fixa e internet móvel com dois cartões de 100 GB de tráfego, a opção mais barata é a dos operadores low-cost, embora tenha ainda algumas desvantagens. É o caso da Digi, que tem uma cobertura 5G ainda muito reduzida, apesar de ser a empresa que oferece o pacote mais barato, por 29 euros. Em janeiro, além da Meo, Nos e da Vodafone, também a Uzo e a Amigo subiram os preços nestes tarifários.

Tarifários de televisão e internet fixa mais baratos
Nos pacotes com internet fixa e serviço de televisão, com uma velocidade de download de, pelo menos, 200 Mbps, pelo menos 50 canais incluídos e fibra ótica, os preços praticados pela Digi continuam a ser os mais baratos, revela a DECO PROteste, adiantando que em janeiro a Nos é a única dos três grandes operadores de telecomunicações a subir o preço destes tarifários. Entre os low-cost, a Uzo, Amigo e Woo contam com pacotes de televisão e internet fixa por 22 euros por mês.
A DECO PROteste acrescenta que as ofertas das marcas low-cost apresentam características de serviços muito semelhantes às dos oferecidos pela Digi. “Contudo, mais de um ano após a chegada a Portugal, a Digi continua sem contrato para a distribuição de alguns canais, como a CMTV, a SportTV ou a DAZN (antiga Eleven Sports). Mas não é a única. Em todos os pacotes dos operadores low-cost existem, ainda, alguns canais indisponíveis”, destaca-se.
Já nas ofertas dos três grandes operadores de telecomunicações – Meo, Nos e Vodafone –, além do preço mais elevado, “a maior desvantagem é o período de fidelização de 24 meses”.

Antes de escolher, compare
“Se quiser aderir a um novo tarifário, compare todas as ofertas disponíveis no mercado e escolha a mais adequada às suas necessidades”, aconselha a DECO PROteste.
Além disso, também é importante confirmar qual o desempenho e a cobertura da rede móvel do operador de telecomunicações para o qual se pretende mudar, dependendo da zona de residência. “É importante ter, além de cobertura, um bom desempenho nos locais onde se move mais frequentemente. Tenha também em conta que, se pretende mudar de operador de telecomunicações, deve verificar se tem um período de fidelização ativo. Atualmente, existe uma plataforma de cessação de contratos de telecomunicações que pode ajudá-lo em todo o processo”, acrescenta.














