O retail media, que combina publicidade em plataformas de retalho físico e digital, entra em 2026 numa fase mais madura e competitiva, em que o crescimento fácil do passado dá lugar a desafios estratégicos e necessidade de inovação. A análise é de Andrew Lipsman, analista e consultor, que identificou as principais tendências que vão definir o setor no próximo ano, no artigo Top 10 Retail Media Predictions for 2026.
Segundo Lipsman, as redes de retail media terão de equilibrar metas de receita de curto prazo com investimentos que assegurem crescimento sustentável a longo prazo. A pressão por resultados mensuráveis, combinando dados de vendas, branding e engagement, será cada vez maior, obrigando a estratégias mais integradas e eficientes.
Entre as tendências destacadas pelo analista estão a expansão dos meios em loja (in-store retail media) e da televisão de performance, a utilização de criadores de conteúdos para fortalecer a ligação com os consumidores, e a exploração de formatos emergentes como “digital endcaps” e vídeo em social media. Lipsman aponta também a ascensão do “agentic commerce”, experiências de compra mais autónomas e assistidas por tecnologia, que redefinem a forma como consumidores interagem com marcas e produtos.
O analista conclui que 2026 será um ano decisivo para distinguir as redes, marcas e estratégias preparadas para o futuro das que apenas seguem tendências. O retail media, sublinha Lipsman, não é mais um crescimento garantido, e quem não investir em inovação, integração de dados e novas experiências de consumo corre o risco de ficar atrás.














