Num contexto de crescente saturação de conteúdos e maior competitividade pela atenção, o LinkedIn avançou alguns esclarecimentos sobre o funcionamento do feed da plataforma e partilhou algumas dicas. As explicações surgem num artigo assinado por Gyanda Sachdeva, VP of Product Management no LinkedIn, e avançam sugestões para marcas, líderes e profissionais de marketing que usam a rede como canal estratégico.
Tendo em conta que a atividade no LinkedIn continua a acelerar, sendo que no último ano, a partilha de conteúdos aumentou cerca de 15% e os comentários 24%, este crescimento traduz-se no desafio claro de se conseguir destacar num feed cada vez mais concorrido. Veja algumas das dicas para poder brilhar na plataforma:
Autenticidade como fator diferenciador
Uma das mensagens centrais do LinkedIn passa assim pela importância da partilha de conteúdos autênticos, que continuam a ser privilegiados. Publicações baseadas em experiência real, conhecimento especializado e perspetivas próprias têm maior probabilidade de gerar engagement, refere Gyanda Sachdeva. Apesar da crescente utilização de ferramentas de inteligência artificial, a plataforma sublinha que estas devem ser usadas como apoio e não como substituto da voz humana — uma posição relevante num momento em que o conteúdo genérico se multiplica.
Além disso, a VP of Product Management do LinkedIn, refere que os utilizadores relatam frequentemente que os conteúdos que mais lhes interessam na plataforma são notícias do setor e perspectivas sobre as mesmas, anúncios de produtos ou tendências do setor, conteúdos informativo (especialmente sobre trabalho, negócios ou economia) e histórias de carreira e conselhos baseados na própria experiência.
Frequência vs. relevância
No que diz respeito à cadência de publicação, o LinkedIn recomenda duas a cinco publicações por semana. Dados internos indicam que publicar pelo menos duas vezes por semana pode gerar até cinco vezes mais visualizações de perfil, embora a plataforma reforce que publicar mais não significa, necessariamente, um maior alcance, com a relevância a continuar a ser o principal critério.
“Lembre-se de que publicar mais de uma vez por dia não irá prejudicar o seu alcance total, mas as pessoas querem ver conteúdo de diferentes perspectivas. Se partilhar várias publicações próximas umas das outras, os utilizadores provavelmente verão aquela que for mais relevante para eles. Conforme ajuste a frequência, o engagement por publicação pode variar, pelo que deve sempre considerar o engagement total como o principal indicador”, aponta Gyanda Sachdeva.
Como o algoritmo decide o que aparece no feed
O LinkedIn confirma que o feed é altamente personalizado, pelo que nem todas as publicações das contas seguidas surgem automaticamente, sendo dada prioridade aos conteúdos considerados mais relevantes para cada utilizador. O algoritmo avalia múltiplos sinais, incluindo utilidade, originalidade, formato, contexto e tom, estando em constante evolução para acompanhar os hábitos de consumo da plataforma.
Hashtags não interferem no alcance
Entre os mitos desmistificados pela plataforma destaca-se o papel das hashtags, que não têm impacto direto no alcance. “As hashtags não afetam a distribuição, portanto, não há necessidade de as incluiar. Se ainda assim quiser incluí-las por outros motivos, como para seu próprio rastreamento ou para ajudar outros utilizadores a encontrá-las, uma vez que são clicáveis, pode continuar a fazê-lo”, refere a responsável.
A plataforma reforça ainda que a simples publicação não substitui a interação genuína e alerta que a automação de comentários viola as suas políticas, podendo penalizar contas.
O vídeo como aposta estratégica
O vídeo continua a ser uma prioridade para o LinkedIn, sendo que conteúdos com um início forte, legendas e elementos visuais claros tendem a apresentar um melhor desempenho, avança Gyanda Sachdeva, sendo que para marcas e profissionais, este formato é assim uma oportunidade para a partilha conhecimento, reforço da autoridade e humanização da comunicação.
Além disso, a inclusão de gráficos ou imagens de apoio visualmente atraentes também ajudam a melhorar o desempenho das publicações, sublinha a responsável.














