O Natal é, para muitos, uma época muito especial, mas nem sempre é fácil acertar na prenda perfeita. Um estudo recente da Wallapop, em parceria com a MuP Research, mostra que receber prendas indesejadas está a abrir caminho para a sua revenda em mercados de segunda mão.
Segundo os dados, 39% dos portugueses admitiriam revender uma prenda que não desejam, aproveitando a oportunidade para recuperar algum dinheiro após os gastos festivos. Alternativas como voltar a oferecer o presente a outra pessoa ou guardá-lo sem utilização são menos populares, com apenas 24% e 37% dos inquiridos a considerar essas opções, respetivamente.
No topo da lista de presentes menos desejados estão os pijamas e meias (35%), seguidos por artigos de decoração para a casa, como velas, molduras ou suculentas (33%). Face a esta realidade, a revenda de produtos usados surge como uma solução prática para reduzir o desperdício e dar uma nova vida às prendas que não encontram utilidade.
A tendência vai além do destino das prendas indesejadas. Quase 9 em cada 10 portugueses (88%) afirmam que considerariam comprar um presente reutilizado em vez de um novo, após perceberem o impacto ambiental das suas escolhas. A abertura para receber presentes de segunda mão também é significativa: mais de 90% dos inquiridos não se importaria, desde que os artigos se encontrem em boas condições.
Entre os artigos mais bem recebidos nesta lógica de economia circular estão os livros (42%) e os brinquedos, com 73% dos portugueses a acreditar que as crianças dificilmente notariam se o presente fosse reutilizado.














