Como a Planta Livre usa a sustentabilidade como motor de inovação na horticultura portuguesa.
Desde 2006, a Planta Livre tem vindo a demonstrar que é possível crescer com impacto positivo. Num sector cada vez mais desafiado a reduzir a sua pegada ecológica, esta empresa portuguesa de produção de plantas ornamentais constrói o seu percurso com base numa convicção simples, mas poderosa: cada decisão conta para continuar a semear um futuro mais sustentável.
Alinhada com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, a Planta Livre actua com consciência plena do impacto que cada etapa do processo produtivo tem no equilíbrio dos ecossistemas. Com a sustentabilidade no centro da sua estratégia, adopta práticas que respeitam os ciclos naturais, protegem os recursos e impulsionam a inovação ambiental. Produzir com consciência para crescer com propósito, é esse o compromisso que orienta a marca e a posiciona como referência num modelo de horticultura mais responsável e inteligente.
REDUZIR PARA REGENERAR
A estratégia ambiental da Planta Livre baseia-se nos princípios dos 3R (Reduzir, Reutilizar, Reciclar), com especial enfoque na redução do impacto ambiental. Entre as medidas destacam-se: redução do uso de plásticos e combustíveis fósseis; substituição de materiais por alternativas ecológicas; adopção de soluções biológicas no controlo de pragas; a campanha Pinheiro Vivo, que permite a possibilidade de aluguer de um pinheiro natural na época natalícia. Posteriormente, é devolvido à natureza, em serras de Portugal que necessitem de reflorestação.
A empresa é certificada com a classificação internacional MPS-ABC, categoria A. O nível mais elevado de desempenho sustentável na horticultura, avaliando a gestão de água, energia e produtos fitossanitários.
INOVAÇÃO ECOLÓGICA E EFICIÊNCIA
A protecção biológica integrada é um dos pilares da estratégia, com o uso de insectos auxiliares, nematodes (vermes que decompõem matéria orgânica), fungos entomopatogénicos e produtos fitofarmacêuticos de resíduo zero. Esta abordagem destaca-se no pólo de propagação, onde, só em 2024, foram produzidas mais de 500 mil unidades de Phormium Tenax, a espécie mais exportada.
A gestão da água é também prioritária. A empresa investiu num depósito insuflável que recolhe água da chuva numa área de estufa de 1,7 hectares, utilizada na irrigação e arrefecimento das estufas. Uma nova charca, com capacidade de 40 mil m³, assegurará 60% da autonomia hídrica do viveiro de Sintra. Na energia, aposta-se num modelo limpo e eficiente: painéis fotovoltaicos (30% do consumo anual); caldeiras a biomassa com subprodutos como caroço de azeitona para aquecimento de estufas; ecrãs térmicos, paredes duplas e iluminação de baixo custo; vasos ecológicos e circularidade.
A substituição de vasos plásticos por modelos compostáveis à base de cartão permite o plantio directo no solo e evita resíduos. A campanha de recolha de vasos usados promove a reutilização e reforça a economia circular. Já os vasos geotêxtis, usados no viveiro de Cabeceiras, melhoram o enraizamento e reduzem perdas no pós-transplante.
BIODIVERSIDADE, SOLO E TECNOLOGIA
A gestão do solo aposta na regeneração: as coberturas verdes entre taludes e linhas de produção contribuem para reduzir a erosão, aumentam a retenção de nutrientes e favorecem a biodiversidade. A electrificação de processos e o uso de ferramentas eléctricas reduzem o consumo de combustíveis fósseis.
Em paralelo, estão a ser testadas novas soluções: tabuleiros semi-rígidos reutilizáveis (com durabilidade superior a 10 anos); transporte sem contentores plásticos; substratos com menor teor de turfa.
Cada acção dá resposta a uma missão clara: proteger e regenerar o ambiente onde se produz e se vive. A Planta Livre acredita convictamente que a sustentabilidade não é apenas mais um custo, mas um investimento estratégico com retorno ambiental, económico e social.
Porque o futuro da produção de plantas só faz sentido se for sustentado por práticas que sejam verdadeiramente equilibradas e conscientes.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Sustentabilidade e Responsabilidade Social”, publicado na edição de Dezembro (n.º 353) da Marketeer.














