Imitações à solta: como as marcas estão a combater a ameaça dos “dupers” e a proteger o seu bom nome

CampanhasNotícias
Marketeer
30/10/2025
17:43
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Nos últimos tempos, muitas marcas começaram a adotar a cultura dos dupers, um termo usado para designar as alternativas mais baratas de produtos de uma marca, frequentemente promovidas nas redes sociais. Algumas marcas, como a Lululemon, por exemplo, aproveitaram este fenómeno para destacar a qualidade e os atributos dos seus próprios produtos. A marca de vestuário organizou um evento nos Estados Unidos chamado “Dupe Swap”, que, segundo a empresa, atraiu milhares de novos clientes. Por sua vez, a Olaplex lançou o seu próprio produto “genérico”, o que também contribuiu para o aumento do reconhecimento da marca. Durante algum tempo, parecia que as empresas viam nas imitações uma oportunidade de lucrar e aumentar a sua visibilidade, conforme refere o Meio & Mensagem.

Contudo, a tolerância das marcas em relação aos dupers parece estar a chegar ao fim. Uma onda crescente de processos por violação de marca registada, incluindo o caso da Lululemon contra a Costco, revela que muitas grandes empresas começaram a tomar medidas jurídicas para proteger a sua propriedade intelectual.

A proliferação dos dupers está a obrigar as marcas a repensar a sua estratégia e a proteger a credibilidade que construíram ao longo dos anos. O fenómeno dos dupers remonta à pandemia de COVID-19, quando o confinamento obrigou muitos consumidores a migrarem para as compras online. A facilidade de acesso aos produtos falsificados levou muitos consumidores a adquirirem imitações sem sequer saberem. A especialista em propriedade intelectual consultada pelo Meio & Mensagem destacou a dificuldade em distinguir, no ambiente online, o que é um dupe e o que não é.

À medida que os dupers se tornaram mais comuns, muitos influenciadores passaram a promover essas imitações nas redes sociais, o que amplificou ainda mais o problema, tornando as imitações mais fáceis de encontrar e comprar. Esta mudança de atitude foi observada por uma especialista, que notou que antes os consumidores acreditavam que as imitações eram os produtos originais, mas agora, com o aumento da popularidade dos dupers, muitos se orgulham de ter encontrado uma opção mais barata que parece idêntica ao produto original, tem boa qualidade e custa menos. O atual cenário económico também contribui para este fenómeno, pois os consumidores, pressionados pelo aumento dos preços e pela incerteza económica, estão cada vez mais inclinados a optar por imitações.

Até recentemente, as imitações de design mais simples estavam limitadas a marcas pequenas e desconhecidas. No entanto, a venda de produtos semelhantes por grandes retalhistas, como a Costco, a preços muito mais baixos, pode ter sérias implicações financeiras para marcas como a Lululemon.

A proliferação de dupers não só afeta as marcas em termos financeiros, mas também coloca em risco a identidade e a imagem que estas construíram com muito esforço. Muitas empresas, como a Lululemon, estão a tornar-se mais vigilantes na proteção da sua propriedade intelectual, sabendo que a violação destes direitos pode ter um impacto significativo no seu valor de mercado.




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