Quando o falso triunfa: O impacto das imitações no mundo do luxo

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Marketeer
16/10/2025
11:41
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16/10/2025
11:41


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A crescente popularidade das imitações está a colocar em causa os fundamentos do setor do luxo, ao afetar a perceção de valor, autenticidade e exclusividade associadas a estas marcas, segundo análise publicada pela plataforma Jing Daily.

Nos últimos anos, a cultura das imitações tem vindo a ganhar espaço nas redes sociais, com milhões de visualizações em vídeos que as promovem como soluções inteligentes e acessíveis. O que antes era tabu transformou-se num fenómeno amplamente celebrado, sobretudo em plataformas como o TikTok e o Instagram, onde influenciadores apresentam estas alternativas como uma forma de democratizar o acesso ao estilo.

No entanto, esta tendência representa um desafio significativo para as marcas de luxo, cuja essência não reside apenas no produto, mas na história, emoção e significado cultural que o acompanham. A existência de imitações convincentes faz com que o valor percebido das marcas se desgaste, pois quando os consumidores acreditam que um produto falso oferece a mesma experiência do original, a exclusividade e o prestígio que sustentam o luxo começam a desvanecer-se.

Além das imitações comuns, surgem os chamados “super-fakes”, cópias tão sofisticadas que mesmo especialistas têm dificuldade em distinguir do original. Estes produtos, vendidos muitas vezes por milhares de euros, chegam a infiltrar-se em canais de venda legítimos, gerando confusão e desconfiança entre os consumidores, que podem deixar de pagar preços premium devido à incerteza sobre a autenticidade.

Este cenário é agravado pelo facto de a cultura das imitações ser abertamente celebrada nas redes sociais, onde influenciadores promovem estes produtos como alternativas legítimas. Esta normalização das imitações reforça a perceção de que a exclusividade das marcas de luxo é apenas superficial, especialmente entre gerações que já são céticas em relação às instituições tradicionais.

Perante este desafio, as marcas são chamadas a agir com maior rapidez e eficácia. A proteção da propriedade intelectual deve ser feita de forma proativa, utilizando tecnologia e estratégias capazes de identificar e combater rapidamente as falsificações em plataformas digitais.

 




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