A casa de leilões Sotheby’s prepara-se para leiloar aquela que é considerada a maior coleção privada de arte surrealista reunida nas últimas décadas. A protagonista deste acontecimento é Pauline Karpidas, reconhecida colecionadora britânica de arte contemporânea, mecenas e figura de destaque no mundo das artes. Durante anos, as suas obras mais preciosas decoraram o seu apartamento em Londres e agora estão prestes a encontrar novos donos.
A sede da Sotheby’s em New Bond Street, Londres, foi completamente transformada para acolher este evento. Desde 8 de Setembro, o edifício exibe um verdadeiro “cenário surrealista”, com centenas de obras que refletem o olhar singular de Karpidas sobre o surrealismo e a arte contemporânea. A exposição estará aberta ao público até 16 de Setembro, oferecendo uma oportunidade rara para ver de perto peças de valor inestimável.
Entre pinturas, esculturas, mobiliário e peças de joalharia extravagantes, a colecção abrange décadas de aquisições. Algumas das obras mais icónicas pertencem a nomes como René Magritte, Francis Picabia, Andy Warhol, Pablo Picasso, Jeff Koons, Giorgio de Chirico, Salvador Dalí e Max Ernst. O destaque vai para a pintura La Statue Volante, de Magritte, com uma estimativa entre 9 e 12 milhões de libras.
O evento culminará em três leilões exclusivos, a realizar-se nos dias 17, 18 e 19 de Setembro, que incluirão, no total, mais de 300 lotes. Estima-se que estes leilões gerem vários milhões de libras, dado o valor histórico e artístico das peças em causa.
A paixão de Pauline Karpidas pelo surrealismo nasceu após um encontro com o colecionador e marchand Alexander Iolas, e desde então integrou e influenciou algumas das vendas mais importantes do mercado de arte mundial. A sua coleção inclui legados de nomes como Man Ray, René Magritte, André Breton e peças vindas de coleções históricas como as de Edward James, William N. Copley e Hélène Anavi.
Na residência londrina dos Karpidas, estas obras conviviam com mobiliário exclusivo, muitas vezes criado por artistas e amigos da colecionadora. Agora, esta visão artística e curadoria única passam a estar ao alcance de novos colecionadores num leilão que promete marcar o calendário internacional da arte em 2025.














