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Marketing em “vibe coding”: a energia criativa que liga dados, emoção e propósito

OpiniãoNotícias
Marketeer
17/08/2025
20:02
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17/08/2025
20:02
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Opinião de Ana Barros, CEO Martech Digital

No universo da programação, há uma expressão informal que se tem vindo a popularizar: “vibe coding”. Refere-se àquele estado quase meditativo em que o programador se entrega ao código com foco, música ambiente, luz certa e uma sensação de que tudo está alinhado. Um estado de flow criativo, onde o raciocínio técnico e a intuição andam de mãos dadas. Curiosamente ou talvez não, é precisamente esse estado que muitos de nós, no marketing, também procuramos.

Afinal, por detrás dos dashboards, dos funis, das métricas e da performance, está uma missão maior: criar ligações significativas com pessoas. E isso exige mais do que ferramentas e planeamento, exige contexto, consciência e vibe.

O Marketing não é só ciência, é arte com alma.

Ao longo dos últimos anos assistimos a uma crescente pressão sobre as equipas de marketing para provar resultados, gerar leads, escalar audiências, automatizar processos. Tudo legítimo. Mas, por vezes, esquecemo-nos de que a criatividade precisa de espaço. Não há boas campanhas feitas à pressa. Não há boas ideias quando a mente está saturada. E não há inovação quando tudo é reativo e orientado apenas por KPIs.

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Tal como os programadores em “vibe coding”, os profissionais de marketing precisam de momentos de entrega criativa para criar campanhas com autenticidade, que falem ao coração das pessoas e não apenas aos algoritmos. Para escrever conteúdos com impacto, que traduzam a marca de forma coerente, empática e relevante. Para desenvolver experiências digitais que vão além do funcional e criem verdadeiras emoções.

Dados, sim. Mas emoção, também.

O marketing eficaz hoje é uma dança entre o que sabemos e o que sentimos. Dados e criatividade não são opostos, são parceiros. Mas o verdadeiro desafio está em encontrar o ritmo certo. Porque se nos concentrarmos apenas na análise, perdemos a essência da marca. E se criarmos apenas com intuição, ficamos reféns do acaso.

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O “vibe coding” no marketing é isso mesmo: aquele momento raro em que estratégia, intuição e criatividade se alinham, e o trabalho deixa de ser apenas execução para se tornar construção de significado. Então que tal criar ambientes que favoreçam o flow criativo?

Se queremos equipas mais inovadoras, marcas mais humanas e campanhas mais memoráveis, temos de criar condições para que o marketing respire. Isto significa dar tempo e liberdade criativa às pessoas, sem sufocar o processo com urgência constante. Apostar numa cultura de experimentação onde o erro seja parte do caminho e não um motivo de penalização. Mas também, promover uma ligação real entre dados e insights humanos com espaço para explorar hipóteses e fazer perguntas antes de saltar para soluções.

No marketing, também se programa com emoção. Talvez não escrevamos código todos os dias, mas no marketing também há linguagem, lógica, arquitetura, testes e ajustes. Mas, acima de tudo, há um propósito: comunicar com impacto, criar valor e gerar transformação.

Por isso, da próxima vez que estiver a desenvolver uma campanha, um conceito ou uma narrativa, pergunte-se: estou a operar no piloto automático? Ou estou em modo vibe coding?

Porque o marketing mais eficaz não nasce da pressão, mas da sintonia entre dados, criatividade e emoção. E quando essa sintonia acontece, não só criamos marcas mais fortes como também criamos equipas mais felizes.

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