Duas das atrizes mais consagradas de Hollywood deram um passo audacioso: Scarlett Johansson e Kristen Stewart fizeram a sua estreia como realizadoras no prestigiado Festival de Cannes. O ano e local coincidiam, ambas participaram na secção competitiva Un Certain Regard com os seus primeiros longas-metragens, Eleanor The Great (Johansson) e The Chronology of Water (Stewart).
Estreando-se na direção, ambas exploram narrativas profundamente pessoais e centradas em mulheres, marcando que, para elas, ser estrela já não é suficiente.
Johansson e Stewart não são as primeiras atrizes a migrar para a direção , nomes como Angelina Jolie ou Maggie Gyllenhaal seguiriam caminho semelhante. Ainda assim, só o facto de estrearem-se no mesmo festival e ano sublinha a força da sua transição artística.
As salas de projeção ficaram esgotadas em segundos após anúncio do programa, e as sessões, tal como as reações, foram calorosas: aplausos prolongados e repercussão instantânea na imprensa especializada.
Com percursos parecidos, desde a infância em frente às câmaras a papéis em independentes e grandes produções, ambas as atrizes sempre procuraram mais.
Em Eleanor The Great, Johansson adapta uma história íntima de memória e identidade, centrada em Eleanor (June Squibb), uma mulher de 95 anos que assume a vida de uma amiga falecida, explorando temas de identidade judaica e legado familiar. A narrativa surge sentida, cerebral e profundamente humana, afastando-se das preocupações comerciais dos grandes estúdios.
Stewart enfrentou uma luta de oito anos para realizar The Chronology of Water, uma adaptação visceral das memórias de Lidia Yuknavitch. O filme explora abuso, adição e resiliência feminina. A cineasta-film maker fundou a produtora Nevermind Pictures com Dylan Meyer e declarou mesmo que não continuaria a atuar até concluir o projeto.














