Do TikTok para o copo, o bubble tea tornou-se num fenómeno de popularidade entre os mais jovens. Mas, por trás da imagem “cool” e saudável que ostenta, esta bebida esconde quantidades elevadas de açúcar e uma longa lista de aditivos. O que levanta questões sérias tanto para os consumidores como para as marcas.
Criado em Taiwan nos anos 80, o bubble tea combina chá verde ou preto com pérolas de tapioca ou frutas. A bebida pode ser servida quente ou fria e é consumida em movimento, frequentemente partilhada nas redes sociais. Com mais de 6 mil milhões de visualizações no TikTok, tornou-se uma extensão do fascínio global pela cultura asiática, do K-pop ao matcha, dos mangas aos mochis.
Com preços que variam entre os 6 e os 8 euros por copos de 50cl, e ainda suplementos para toppings, a bebida está longe de ser um simples refresco.
Apesar de se apresentar como “chá”, o bubble tea pode conter até 11g de açúcar por 100ml, valores idênticos aos de refrigerantes clássicos como o cola. Um copo de 500ml pode facilmente ultrapassar os 50g de açúcar, o que representa mais de metade da dose diária máxima recomendada pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA).
O corpo lida mal com estes picos rápidos de açúcar líquido, pois transforma-os rapidamente em gordura armazenada no fígado e no tecido adiposo, o que aumenta o risco de doenças metabólicas.
Tal como outros líquidos açucarados, néctares, smoothies, refrigerantes, o bubble tea está associado a um maior risco de obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Uma alternativa? Muitos bares permitem escolher a quantidade de açúcar a adicionar, uma medida que pode ajudar os consumidores mais atentos.














