Texto de Pankaj Parshotam, Chief Marketing Officer da Innowave
Recentemente, o escândalo em torno do concerto dos Coldplay e do uso do Jumbotron levantou uma discussão pertinente: até que ponto a tecnologia em eventos está a respeitar a privacidade e o consentimento do público?
Enquanto indústria, temos sido rápidos a abraçar ferramentas que prometem criar momentos memoráveis. Mas a linha entre inovação e intrusão está cada vez mais ténue. O caso Coldplay expôs exatamente isso: experiências digitais massivas precisam de ser redesenhadas com um princípio fundamental – o controlo deve estar nas mãos do consumidor/fã.
O futuro das fan cams e das experiências em videowalls não passa por captar a audiência de forma automática, mas sim por criar interações que sejam opt-in, seguras e personalizadas. Quando o utilizador decide aparecer no ecrã, não estamos apenas a proteger a sua privacidade – estamos a criar um momento de valor genuíno, onde a experiência é tanto do evento como do próprio fã.
Acredito que o futuro dos eventos está neste equilíbrio: tecnologia que emociona, mas que respeita. E o caso Coldplay serviu como um alerta claro de que chegou o momento de reinventar a forma como criamos experiências digitais em massa.
A próxima grande experiência de evento não será apenas imersiva – será consciente e centrada no consumidor














