“Modelo demasiado magra”? Anúncio da M&S proibido por promover imagem corporal irrealista

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Marketeer
24/07/2025
15:14
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Um anúncio da Marks & Spencer (M&S) foi recentemente proibido no Reino Unido por mostrar uma modelo cuja aparência foi considerada “pouco saudável”, relata a BBC.

«A decisão foi tomada pela Advertising Standards Authority (ASA), a entidade reguladora da publicidade britânica, que considerou que a pose, o styling e os ângulos escolhidos na imagem promoviam um ideal de beleza “irresponsável”», avança aquele orgão de comunicação.

A imagem em questão, que já foi removida, apresentava uma modelo com calças justas pretas, um top branco de ombros descobertos e sapatos de bico fino. Segundo o relatório da ASA, os sapatos acentuavam ainda mais a esbelteza das pernas da modelo, enquanto o enquadramento fotográfico fazia com que a sua cabeça parecesse desproporcionalmente grande em relação ao corpo, tudo contribuindo para a percepção de uma silhueta excessivamente magra.

A M&S defendeu-se, referindo que a escolha da pose pretendia transmitir confiança e conforto, e não sublinhar a magreza da modelo. A marca acrescentou ainda que os sapatos tinham sido escolhidos por motivos puramente estéticos e de tendência. Sublinhou também que os seus modelos são selecionados com base na idoneidade profissional, saúde e bem-estar, e que cumpre com as normas da indústria no que toca à promoção de imagens corporais saudáveis.

Ainda assim, a ASA determinou que o anúncio não poderá voltar a ser exibido no seu formato atual e exigiu à marca que garanta, doravante, que não promove padrões corporais irrealistas ou pouco saudáveis.

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A polémica coloca uma vez mais em destaque o papel da publicidade na formação de expectativas sobre corpo, saúde e beleza – especialmente entre os públicos mais jovens. As marcas, sobretudo no sector da moda e retalho, estão sob crescente pressão para adotar comunicação responsável, representativa e inclusiva, tanto na seleção de modelos como nas mensagens que transmitem visualmente.

Para a M&S, este episódio serve de lembrete de que, apesar do seu posicionamento como marca aspiracional e inclusiva, há ainda um caminho a percorrer na forma como os ideais estéticos são comunicados. Com uma estratégia centrada cada vez mais em valores como autenticidade e diversidade, o desafio será converter este episódio numa oportunidade de alinhamento com as expectativas dos consumidores modernos.




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