Por Sandra Alvarez, directora-geral da PHD
Vivemos num mundo BANI – frágil, ansioso, não linear e incompreensível. Um mundo que já não se limita à volatilidade ou complexidade do antigo VUCA, mas que nos obriga a lidar com rupturas súbitas, estados de alerta permanentes, relações de causa-efeito imprevisíveis e realidades que, muitas vezes, nem conseguimos decifrar. É neste novo contexto que o papel das agências de meios ganha uma relevância renovada.
Num cenário frágil, onde tudo parece poder quebrar de um momento para o outro, seja a confiança do consumidor, a reputação de uma marca ou a estabilidade de um canal, as agências de meios são agentes de robustez estratégica. Usam dados em tempo real, planeamento adaptativo e uma visão sistémica para ajustar rapidamente rotas e proteger os investimentos das marcas, garantindo que não se navega à deriva.
Perante a ansiedade generalizada, tanto nas pessoas como nas marcas, a agência de meios actua como bússola e filtro. Ajuda os anunciantes a manter o foco, traduz números em sugestões e transforma ruído em relevância. Para os consumidores, desenha experiências de comunicação que oferecem familiaridade, confiança e significado, valores cada vez mais escassos num mar de estímulos contraditórios.
Num mundo não linear, onde os efeitos já não seguem as causas de forma previsível e onde pequenas acções podem ter impactos desproporcionais (ou nenhuns), a agência de meios torna-se uma arquitecta de ecossistemas. Constrói jornadas, conecta pontos de contacto, interpreta sinais e combina Inteligência Artificial com intuição humana para prever cenários e desenhar caminhos com sentido.
E quando tudo parece incompreensível, desde a fragmentação das audiências às lógicas das plataformas ou ao comportamento errático do consumidor, a agência transforma complexidade em clareza. Consegue ler os sinais fracos, antecipar mudanças e traduzir tendências em planos de acção concretos, ajudando as marcas a agir com confiança, mesmo quando o mundo parece não fazer sentido.
Num mundo BANI, as marcas que prosperam não são as que gritam mais alto, mas as que escolhem melhor onde, quando e como aparecer. E para isso contam com um parceiro que combine estratégia, tecnologia, criatividade e capacidade de adaptação. Contam com uma agência de meios que não seja apenas compradora de espaço, mas co-piloto estratégico, farol, radar e escudo.
Num mundo BANI, onde a fragilidade, a ansiedade e a complexidade exigem respostas rápidas e bem fundamentadas, as marcas destacam-se quando combinam dados com intuição, tecnologia com criatividade e rapidez com visão estratégica.
Artigo publicado na revista Marketeer n.º 348 de Julho de 2025














