Quando o design provoca (e divide): o curioso caso da garrafa de cerveja japonesa concebida (especificamente) para a praia

Notícias
Marketeer
23/07/2025
17:30
Notícias
Marketeer
23/07/2025
17:30


Partilhar

Uma empresa japonesa revelou uma proposta de design que, ao mesmo tempo que surpreende, levanta questões fundamentais sobre branding, segurança e propósito.

Com o objetivo de facilitar o consumo à beira-mar, eliminando a necessidade de mesas, apoios ou soluções improvisadas, o conceito, desenvolvido pelo Kenji Abe Design Studio, apresenta uma garrafa de cerveja com base arredondada, pensada especificamente para ser enterrada diretamente na areia.

A inspiração nasceu da observação do comportamento de consumo em praias japonesas e da procura por uma maior integração entre produto e contexto de uso. O protótipo foi revelado na 2.ª Conferência Internacional sobre Design para Ambientes Oceânicos, com uma curiosidade: a garrafa, depois de usada, poderia ser triturada e transformada novamente em areia, numa tentativa de fechar o ciclo ambiental.

No entanto, nem tudo correu bem e a ideia provocou reações mistas. Muitos internautas ironizaram o risco associado ao formato, levantando questões sobre cortes, acidentes e o potencial impacto negativo na experiência do utilizador.

Se por um lado a proposta foi elogiada pela ousadia, por outro, gerou controvérsia suficiente para reacender o debate sobre o papel do design no equilíbrio entre forma, função e segurança.

Lições para marketeers e marcas:

  1. Contexto é tudo: Um bom design deve considerar não apenas o uso ideal do produto, mas também os possíveis mal-entendidos ou interpretações negativas no mundo real.

  2. Sustentabilidade precisa de storytelling: A garrafa sustentável é um excelente touchpoint para ativações e comunicação, mas o seu benefício ambiental precisa ser comunicado de forma clara e emocional.

  3. A viralidade não é sinónimo de aceitação: A repercussão nas redes mostrou que nem toda a atenção é positiva. Para marcas estabelecidas, isso pode representar um risco reputacional real.

  4. Prototipagem emocional: Mais do que testar funcionalidades, é fundamental testar insights emocionais e as reações do público em diferentes plataformas.




Notícias Relacionadas

Ver Mais