Sofisticação, inovação e performance. São estas as palavras que definem uma das marcas automóveis mais icónicas do mundo: Mercedes-Benz. Fundada oficialmente a 28 de junho de 1926, a marca é hoje sinónimo de luxo, engenharia de precisão e presença dominante nas pistas de Fórmula 1. Mas o percurso da marca alemã foi tudo menos linear.
A história da Mercedes-Benz começa bem antes do seu nome atual surgir. Nos finais do século XIX, Karl Benz e Gottlieb Daimler já estavam a experimentar o futuro: o automóvel. Em 1883, Karl Benz desenvolve aquele que é considerado o primeiro carro motorizado, o Benz Patent-Motorwagen, um veículo de três rodas que alcançava uns impressionantes 17 km/h. Mais tarde, cria o Benz Victoria, o primeiro carro de quatro rodas.
Do outro lado, Daimler também trabalhava em motores inovadores, mas seria o empresário austro-húngaro Emil Jellinek a abrir as portas ao sucesso. Jellinek, fascinado por carros e pelo nome da filha, “Mercedes”, ajudaria a tornar o nome Mercedes sinónimo de performance, ao promover os veículos da Daimler em corridas internacionais.
A crise económica pós-Primeira Guerra Mundial obrigou Daimler e Benz a unir forças. Assim nasce, em 1926, a Daimler-Benz AG, mas seria o nome comercial Mercedes-Benz a conquistar o mundo.
Nascia também um dos logótipos mais reconhecíveis de sempre: a estrela de três pontas, símbolo da ambição da marca em dominar terra, mar e ar.
Nas décadas seguintes, Mercedes-Benz afirma-se como referência em luxo e inovação. Em 1936, apresenta o 260 D, o primeiro carro a diesel do mundo. Nos anos 30, modelos como o SSK, 500K e Type 230 elevam o estatuto da marca.
Contudo, a Segunda Guerra Mundial deixaria a Mercedes-Benz em ruínas. Com mais de 90% das instalações destruídas, a marca parecia condenada. Mas o espírito resiliente prevaleceu.
Na década de 1950, Mercedes aposta tudo na competição como forma de recuperar o prestígio perdido. Com o modelo 300 SL, convence três dos melhores pilotos da época, Juan Manuel Fangio, Karl Kling e Hermann Lang, a correr pela marca. Os resultados não tardam: vitórias, prestígio e uma ligação profunda ao mundo da velocidade.
Esta relação com o automobilismo tornar-se-ia permanente, com destaque para a entrada oficial na Fórmula 1, onde a marca alemã viria a dominar várias épocas, especialmente na era híbrida.
Apesar do sucesso em pista, os anos 80 trazem desafios financeiros. A marca entra em bancarrota em 1984, devido à excessiva diversificação de produtos. Paul Van Doren, fundador da Vans e então presidente da empresa, lidera a recuperação com uma promessa ousada aos trabalhadores: aumentos em três anos, cortes imediatos, mas sem abdicar da qualidade dos produtos.
A promessa foi cumprida. Em 1987, a Mercedes-Benz salda as suas dívidas e inicia uma nova era. Em 1998, funde-se com a Chrysler, criando um dos maiores grupos automóveis do mundo. A parceria duraria até 2007.
Hoje, a Mercedes-Benz pertence ao grupo Daimler AG (atualmente Mercedes-Benz Group AG) e continua a ser sinónimo de excelência automóvel. Na Fórmula 1, com Lewis Hamilton e sob a liderança de Toto Wolff, dominou a competição com oito títulos consecutivos de construtores entre 2014 e 2021, uma das mais longas hegemonias da história da modalidade.














