Na Semana de Moda de Paris, a estilista holandesa Iris van Herpen levou a sustentabilidade e a ciência para um novo patamar: apresentou um vestido feito com 125 milhões de microalgas bioluminescentes vivas, capazes de emitir luz quando tocadas. A peça marcou a abertura do desfile Sympoiesis, numa performance que uniu alta-costura, biodesign e inovação, refere a Fast Company.
Criado em colaboração com o biodesigner britânico Chris Bellamy, fundador do estúdio Bio Crafted, o vestido não apenas simboliza a vida, ele é vivo. As algas do tipo Pyrocystis lunula brilham naturalmente no fundo do oceano como mecanismo de defesa. Na passarela, a modelo Stella Maxwell trouxe essa resposta biológica à tona, ativando pontos de luz com o simples toque dos dedos.
O projeto começou numa colaboração com cientistas e artistas indígenas na Polinésia Francesa, e culminou em um vestido transportado de Amesterdão a Paris sob condições rigorosas de temperatura e umidade, para manter os microrganismos vivos. O tecido inovador encapsula as algas numa membrana transparente com um gel nutritivo, preservando as funções fotossintéticas sem contaminação.
A produção envolveu 18 meses de pesquisa, dois meses de cultivo intensivo das algas e cinco semanas de trabalho artesanal no vestido. O resultado foi uma criação de aparência etérea, que brilhou com movimentos suaves sob a escuridão da passarela.














