A Starbucks vai pôr fim ao modelo híbrido tal como os seus colaboradores corporativos o conhecem. A partir de 29 de setembro de 2025, os profissionais da sede e de escritórios regionais terão de comparecer quatro dias por semana presencialmente. A decisão marca uma mudança relevante na cultura interna da cadeia de cafés mais conhecida do mundo.
A política foi anunciada internamente esta semana por Laxman Narasimhan, CEO da empresa desde 2023, como parte de uma estratégia de transformação mais ampla, que visa reforçar a colaboração, acelerar a tomada de decisões e reconstruir a coesão organizacional.
Em carta enviada aos colaboradores, Narasimhan reconhece que a medida não funcionará para todos. Por isso, a Starbucks irá disponibilizar um programa voluntário de saída, com uma compensação financeira única para quem optar por não continuar sob o novo regime.
A nova política terá impacto especial sobre os colaboradores com responsabilidades de liderança (os chamados people leaders), que serão obrigados a trabalhar a partir da sede em Seattle ou do escritório regional em Toronto. Estes têm 12 meses para fazer a transição para a nova exigência geográfica.
O que muda?
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Dias presenciais obrigatórios: 4 por semana (antes eram 3)
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Sexta-feira: poderá continuar a ser remota, dependendo da equipa
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Programa de saída voluntária: compensação para quem preferir sair
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Obrigatoriedade de trabalhar em Seattle ou Toronto para cargos de chefia
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Aposta no corte de cargos administrativos para reforçar lojas físicas
A marca segue os passos de outras multinacionais que têm vindo a endurecer as políticas de trabalho presencial, nomeadamente:
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Amazon: desde Janeiro de 2025 exige 5 dias presenciais a todos os colaboradores corporativos.
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Disney: implementou regime presencial de segunda a quinta-feira em 2023.
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JPMorgan & Goldman Sachs: exigem presença total para executivos e gestores.
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Electronic Arts: a partir de Maio de 2025, três dias no escritório são obrigatórios para quem vive perto dos hubs da empresa.
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Bank of Montreal: aplicará 4 dias presenciais a partir de Setembro.
E os colaboradores?
Nem todos estão satisfeitos. O receio de perder a flexibilidade conquistada com o trabalho remoto é real. Um inquérito da Hays no Reino Unido revelou que 38% dos profissionais receiam que a obrigatoriedade do presencial tenha impacto negativo no seu bem-estar.














