Do abandono ao desejo: 16 lugares esquecidos que se tornaram destinos turísticos de sucesso

Notícias
Marketeer
19/07/2025
15:00
Notícias
Marketeer
19/07/2025
15:00


Partilhar

Num mundo saturado de destinos turísticos previsíveis, locais abandonados e esquecidos estão a ganhar protagonismo graças ao seu poder narrativo, à aura de mistério e ao apelo estético que capta a atenção nas redes sociais. O que antes era ruína, hoje é conteúdo partilhável — e, sobretudo, uma oportunidade de negócio e branding territorial.

Em países como Itália, Japão, Bolívia e China, estruturas deixadas ao tempo renascem como atrações turísticas que aliam emoção, história e exclusividade. Estes destinos não convencionais atraem viajantes em busca de experiências autênticas, fotografia memorável e a sensação de “descoberta”.

1. Fortes Marinhos de Maunsell – Inglaterra

Instaladas durante a Segunda Guerra Mundial no estuário do Tamisa, estas torres de aço oxidadas tornaram-se ícones distópicos que atraem cruzeiros e entusiastas de arquitetura militar. São irreproduzíveis e é isso que os torna irresistíveis.

2. SS Ayrfield – Austrália

Este navio de guerra convertido em floresta flutuante é hoje um postal de Sydney, usado em campanhas de turismo sustentável e partilhado em milhares de contas de Instagram.

3. Ilha de Poveglia – Itália

Conhecida como uma das ilhas mais assombradas do mundo, Poveglia tem sido promovida discretamente como destino para turismo paranormal — um nicho em crescimento.

4. Farol Rubjerg Knude – Dinamarca

Este farol foi fisicamente movido 70 metros para evitar o colapso. O feito tornou-se campanha espontânea de engenharia nacional e o turismo aumentou 70% após a operação.

5. Tianducheng – China

Apelidada de “Paris chinesa”, esta réplica urbana tornou-se atração por si só, usada como cenário para marcas de moda e conteúdo digital com aspeto europeu… sem sair da Ásia.

6. Kolmanskop – Namíbia

As casas engolidas pela areia transformaram uma antiga cidade mineira num cenário surreal de fotografia artística. O local é agora gerido por operadores turísticos especializados em “ghost tourism”.

7. Hospital Beelitz-Heilstätten – Alemanha

Abandonado desde 1995, este antigo hospital militar foi palco de vídeos musicais, desfiles de moda e eventos imersivos — como experiências sonoras e visitas noturnas guiadas.

8. Prisão de Rummu – Estónia

A prisão inundada atrai turistas, mergulhadores e influenciadores, que alimentam a economia local e reposicionam a marca do país como destino de natureza com memória.

9. Klein Curaçao – Curaçau

Sem habitantes, mas com águas cristalinas, esta ilha abandonada tornou-se sinónimo de exclusividade e privacidade. Está presente em pacotes de luxo e experiências sustentáveis.

10. Torre do Sino do Lago Reschen – Itália

A torre emergente de uma vila submersa tornou-se símbolo de resistência histórica. É usada em campanhas de branding territorial e valorização da herança cultural do Tirol do Sul.

11. Teufelsberg – Alemanha

Berlim, uma cidade já conhecida pela sua herança industrial e artística, viu nesta estação de escuta abandonada um novo palco de arte urbana e turismo alternativo.

12. Craco – Itália

Abandonada após desastres naturais, Craco foi resgatada pelo cinema (foi cenário de “A Paixão de Cristo”) e por operadores que promovem o sul de Itália como destino de autenticidade e emoção.

13. Castelo Bannerman – EUA

Escondido no rio Hudson, este castelo parcialmente destruído foi revitalizado por uma fundação local e hoje integra roteiros culturais e experiências históricas teatralizadas.

14. Ilha de Hashima – Japão

Com visual pós-apocalíptico, Hashima (Património Mundial da UNESCO) é usada em campanhas de cinema, museus virtuais e visitas monitorizadas.

15. Cemitério de Comboios de Uyuni – Bolívia

A Bolívia transformou este “desperdício ferroviário” num ponto de paragem obrigatório para quem visita o deserto de sal. É uma extensão visual e narrativa do imaginário andino.

16. Ruínas de Kloster Allerheiligen – Alemanha

As ruínas deste mosteiro medieval na Floresta Negra foram preservadas como espaço místico e poético. Perfeitas para retiros espirituais e campanhas de slow tourism.




Notícias Relacionadas

Ver Mais