Num mundo saturado de destinos turísticos previsíveis, locais abandonados e esquecidos estão a ganhar protagonismo graças ao seu poder narrativo, à aura de mistério e ao apelo estético que capta a atenção nas redes sociais. O que antes era ruína, hoje é conteúdo partilhável — e, sobretudo, uma oportunidade de negócio e branding territorial.
Em países como Itália, Japão, Bolívia e China, estruturas deixadas ao tempo renascem como atrações turísticas que aliam emoção, história e exclusividade. Estes destinos não convencionais atraem viajantes em busca de experiências autênticas, fotografia memorável e a sensação de “descoberta”.
1. Fortes Marinhos de Maunsell – Inglaterra
Instaladas durante a Segunda Guerra Mundial no estuário do Tamisa, estas torres de aço oxidadas tornaram-se ícones distópicos que atraem cruzeiros e entusiastas de arquitetura militar. São irreproduzíveis e é isso que os torna irresistíveis.
2. SS Ayrfield – Austrália
Este navio de guerra convertido em floresta flutuante é hoje um postal de Sydney, usado em campanhas de turismo sustentável e partilhado em milhares de contas de Instagram.
3. Ilha de Poveglia – Itália
Conhecida como uma das ilhas mais assombradas do mundo, Poveglia tem sido promovida discretamente como destino para turismo paranormal — um nicho em crescimento.
4. Farol Rubjerg Knude – Dinamarca
Este farol foi fisicamente movido 70 metros para evitar o colapso. O feito tornou-se campanha espontânea de engenharia nacional e o turismo aumentou 70% após a operação.
5. Tianducheng – China
Apelidada de “Paris chinesa”, esta réplica urbana tornou-se atração por si só, usada como cenário para marcas de moda e conteúdo digital com aspeto europeu… sem sair da Ásia.
6. Kolmanskop – Namíbia
As casas engolidas pela areia transformaram uma antiga cidade mineira num cenário surreal de fotografia artística. O local é agora gerido por operadores turísticos especializados em “ghost tourism”.
7. Hospital Beelitz-Heilstätten – Alemanha
Abandonado desde 1995, este antigo hospital militar foi palco de vídeos musicais, desfiles de moda e eventos imersivos — como experiências sonoras e visitas noturnas guiadas.
8. Prisão de Rummu – Estónia
A prisão inundada atrai turistas, mergulhadores e influenciadores, que alimentam a economia local e reposicionam a marca do país como destino de natureza com memória.
9. Klein Curaçao – Curaçau
Sem habitantes, mas com águas cristalinas, esta ilha abandonada tornou-se sinónimo de exclusividade e privacidade. Está presente em pacotes de luxo e experiências sustentáveis.
10. Torre do Sino do Lago Reschen – Itália
A torre emergente de uma vila submersa tornou-se símbolo de resistência histórica. É usada em campanhas de branding territorial e valorização da herança cultural do Tirol do Sul.
11. Teufelsberg – Alemanha
Berlim, uma cidade já conhecida pela sua herança industrial e artística, viu nesta estação de escuta abandonada um novo palco de arte urbana e turismo alternativo.
12. Craco – Itália
Abandonada após desastres naturais, Craco foi resgatada pelo cinema (foi cenário de “A Paixão de Cristo”) e por operadores que promovem o sul de Itália como destino de autenticidade e emoção.
13. Castelo Bannerman – EUA
Escondido no rio Hudson, este castelo parcialmente destruído foi revitalizado por uma fundação local e hoje integra roteiros culturais e experiências históricas teatralizadas.
14. Ilha de Hashima – Japão
Com visual pós-apocalíptico, Hashima (Património Mundial da UNESCO) é usada em campanhas de cinema, museus virtuais e visitas monitorizadas.
15. Cemitério de Comboios de Uyuni – Bolívia
A Bolívia transformou este “desperdício ferroviário” num ponto de paragem obrigatório para quem visita o deserto de sal. É uma extensão visual e narrativa do imaginário andino.
16. Ruínas de Kloster Allerheiligen – Alemanha
As ruínas deste mosteiro medieval na Floresta Negra foram preservadas como espaço místico e poético. Perfeitas para retiros espirituais e campanhas de slow tourism.














