No mesmo dia em que se confirmou que a Rádio Comercial continua líder na preferência dos ouvintes em Portugal, a Marketeer esteve à conversa com os radialistas Diogo Beja e Joana Azevedo, numa entrevista exclusiva, feita no estúdio no recinto do NOS Alive.
No meio da emissão especial que trouxe a rádio até ao coração do festival, a dupla falou sobre a relação com o público, que consideram cada vez mais intensa, e sobre o desafio de comunicar para todos. Até porque a emissão estava a acontecer tanto para quem estava no recinto como os os que acompanhavam a partir de casa.
Entre gargalhadas e autenticidade, a dupla-maravilha do “Já se faz tarde” revela como planeiam ao detalhe cada momento, sem perder a espontaneidade que os caracteriza.
Antes de mais, não receiam que, ao fazerem a emissão aqui tão próximo do público no recinto do festival, alguém possa aproximar-se para confrontar-vos ou tirar satisfações ?
Joana Azevedo (JA)- Não há problema nenhum, não temos problema nenhum de ir lá para baixo e estar a ver os concertos. Não, temos medo. Dizemos muito disparate, mas as pessoas levam a bem.
Diogo Beja (DB)- E, em princípio, as pessoas que estão lá em baixo não estão a ouvir, estão mais preocupadas com os concertos. Então, estamos safos. O problema é quem está fora..
Numa emissão destas vocês mudam o tipo de linguagem?
DB- A forma como nós encaramos o público da Rádio Comercial e a forma como comunicamos com o público é exatamente igual. Há, obviamente, mais conversa. Mas estamos a falar para o país todo, para pessoas que nem sequer estão preocupadas com o NOS Alive. Estão na vida delas.. Mas há, obviamente, um conteúdo muito mais próximo do que se passa no festival, do que se teria numa emissão normal do “Já se faz tarde”, que é uma emissão muito mais virada para acompanhar os ouvintes para chegar a casa.
Não existe a tendência para falar para estas pessoas aqui do Festival?
JA- Se fizermos só isso, estamos a fazer mal. A ideia é falar para quem está em casa, em todo lado, e não está aqui, ou então está a caminho daqui. Portanto, temos que dosear bem aquilo que dizemos e os conteúdos. Falar, sim, do festival, mas também falar para quem não está aqui, não pensa vir, nem quer saber do festival.
DB- Falamos do festival, obviamente. Mas temos de ter sempre em conta, que quando pegamos no microfone não é só Nos Alive. Há pessoas que estão, lá está, na vida delas, a ir buscar os filhos mais uma vez para seguir para casa, para fazer o jantar e por aí fora. E esses continuam a ouvir a rádio como ouvem todos os dias. Não podemos esquecer-nos deles.
Ao longo destes anos, e não só nesta emissão aqui, mas noutros locais onde fazem emissões ao vivo, que diferenças notam na relação com as pessoas?
JA- É mais engraçado ver a reação das pessoas ao vivo, porque quando estamos lá dentro do estúdio, não vemos.
DB- Acho que a relação não mudou, a relação intensificou-se. Acho que é muito fácil, e ao mesmo tempo muito difícil falar daquilo que é a relação com a Rádio Comercial. Existe uma paixão enorme dos ouvintes pela estação, e uma paixão gigante de quem faz a rádio comercial pela rádio em si, e por esta em particular. Acho que essa ligação é a nossa mais-valia, temos ouvintes que fazem tudo pela rádio comercial, acontece qualquer coisa na emissão, e há logo uma reprodução, uma consequência. Isso é algo que se veio a intensificar ao longo dos anos. Não podemos esquecer que foi neste festival que a rádio comemorou a sua primeira liderança, já foi há bem mais 10 anos.
JA- Em 2012.
O que é que mudou? Vocês estiveram antes da liderança e depois…
DB- Não estava na altura na rádio, portanto vivi de fora essa alegria, até porque eram pessoas que eu adorava e que estavam a viver uma coisa pela qual eu também tinha lutado antes, ao lado deles.
JA- Acho que não mudou muita coisa, porque, na altura, estávamos a lutar para ser líderes e hoje em dia continuamos a lutar para manter a liderança, portanto acho que não mudou.
DB- Como diz o Pedro [Ribeiro- diretor da rádio Comercial] “hoje saem as audiências e ganhámos, mas amanhã volta tudo ao zero outra vez. É como se não tivesse acontecido nada.”
E há sempre aquele medo de perder….
Diogo- Ah, sim. A coisa boa de ganhar é que estamos a ganhar. A coisa má é que queremos continuar a ganhar sempre. Lutamos sempre para que isso aconteça.
De volta ao Festival. Que artistas do cartaz gostariam de ter aqui na vossa emissão?
DB – Vou deixar a Joana responder a essa pergunta porque ela tem a resposta na ponta da língua…
JA- Mark Ambor (risos) Gostava que ele estivesse aqui no estúdio sempre. Em todas as emissões.
E que perguntas lhe faria?
JA- Não perguntaria nada. Só ficavas a olhar para ele (risos)…
Mas teria que haver um relato sobre a presença dele no estúdio, ou não?
JA -Se conseguisse. Se conseguisse dizer alguma coisa talvez, sim..
No NOs Alive, O que é que falta fazer?
DB- Falta muita coisa que ainda não fizemos. Este ano, não consigo responder a isso porque temos muita coisa a acontecer. Mais do que alguma vez tivemos. Acho que este festival foi planeado e pensado como nunca tinha acontecido. Viemos para cá com uma série de conteúdos já pensados e ligações com marcas como nunca houve no passado. Portanto, estamos a fazer coisas com a Galp. Estamos a fazer coisas com a Auchan. Temos coisas com a NOS. Enfim, Há uma ligação tão grande com o festival e com os parceiros e patrocinadores do festival. Se nós, em tão pouco tempo, e com algum planeamento, conseguimos tudo o que conseguimos este ano, para o ano sabe-se lá.
JA- Pois, a Rádio Comercial não é só rádio. Hoje em dia estamos nas redes sociais, no Instagram. Portanto, temos que comunicar para todas as plataformas.
Falaram de planeamento. Como é que isto se planeia? Há atenção com as marcas? Têm isso presente na emissão?
JA – Temos tudo planeado, sim.
Ou seja, cada minuto da rádio é planeado…
DB- Tudo o que está a acontecer aqui é pré-planeado. Depois podemos também descansar um pouco. Apesar de não termos descansado nada nesta emissão, porque havia muita coisa a acontecer. Óbvio que já temos os convidados agendados. Há alguma coisa combinada, por exemplo, com a Gal, e que tem que acontecer à hora que foi combinado que aconteceria. Para lá disso, temos os compromissos publicitários normais. O alinhamento destas emissões pode tornar-se rapidamente caótico.
De vocês os dois, quem é que gere esse timing?
JA- Somos os dois, mas o Diogo está mais em frente à máquina..
DB- É preciso que nos portemos bem e corre bem.
JA- Nós já estamos tão oleados. São muitos anos. Nem é preciso falar.














