A ansiedade digital está a roubar o seu bem-estar e os culpados estão nas suas mãos: chamam-se redes sociais

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Marketeer
10/07/2025
11:53
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E embora a tecnologia nos tenha aproximado como nunca antes, trouxe também um novo desafio invisível: a ansiedade digital.

Apesar das vantagens óbvias, como acesso rápido à informação, comunicação em tempo real e entretenimento, o uso desmedido das redes sociais está a ter efeitos colaterais preocupantes, sobretudo ao nível da saúde mental.

A exposição constante a “vidas perfeitas” e conquistas alheias nas redes pode originar comparações negativas, sentimentos de inadequação e baixa autoestima. O resultado? Um aumento dos níveis de ansiedade e depressão, especialmente entre os mais jovens.

Definir limites para o tempo de ecrã e criar rotinas offline — como jardinagem, leitura, desporto ou culinária — pode ajudar a restaurar o equilíbrio e a saúde emocional.

Usar o telemóvel antes de dormir interfere com a qualidade do sono. A luz azul emitida pelos dispositivos suprime a produção de melatonina, prejudicando o ciclo natural do descanso. Além disso, o conteúdo consumido à noite tende a ser estimulante, impedindo o cérebro de “desacelerar”.

Sugestão prática: desligar o telemóvel pelo menos 30 minutos antes de dormir, usar o modo “Não Incomodar” e adoptar hábitos relaxantes como a leitura.

As redes sociais prometem aproximar pessoas — mas o uso excessivo pode provocar o efeito inverso: solidão e desconexão emocional. Substituir conversas cara a cara por likes e emojis afasta-nos das relações reais, enfraquecendo vínculos e diminuindo o bem-estar emocional.

A solução? Promover interações presenciais. Agende jantares com amigos, participe em atividades em grupo, desportos coletivos ou voluntariado. São estas interações que fortalecem os laços e combatem o isolamento.

As redes sociais são desenhadas para prender a nossa atenção. Mas essa distração constante reduz drasticamente a capacidade de concentração, tornando mais difícil cumprir tarefas com qualidade — seja no trabalho ou nos estudos.

Dica útil: durante o horário laboral ou académico, desligue notificações e limite o uso das apps a momentos específicos. Estabeleça “zonas livres de redes” e opte por ferramentas de produtividade.

Além de afetar a produtividade, o uso pessoal das redes sociais durante o horário laboral pode prejudicar a imagem profissional. Supervisores e colegas podem interpretar esse comportamento como falta de compromisso, o que compromete avaliações, prazos e até oportunidades de progressão.

A melhor abordagem é desativar notificações durante o expediente e evitar aceder às redes em reuniões ou em momentos de concentração. O equilíbrio digital é, hoje, um novo pilar de profissionalismo.

Em vez de demonizar a tecnologia, é essencial educar para o uso consciente e saudável. Tal como nutrimos o corpo, também a mente exige higiene digital: limites claros, tempo offline e interações significativas.

Num mundo em que a atenção se tornou um recurso escasso, quem aprende a geri-la com inteligência sai em vantagem, na vida pessoal, na saúde mental e na carreira.




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