E embora a tecnologia nos tenha aproximado como nunca antes, trouxe também um novo desafio invisível: a ansiedade digital.
Apesar das vantagens óbvias, como acesso rápido à informação, comunicação em tempo real e entretenimento, o uso desmedido das redes sociais está a ter efeitos colaterais preocupantes, sobretudo ao nível da saúde mental.
A exposição constante a “vidas perfeitas” e conquistas alheias nas redes pode originar comparações negativas, sentimentos de inadequação e baixa autoestima. O resultado? Um aumento dos níveis de ansiedade e depressão, especialmente entre os mais jovens.
Definir limites para o tempo de ecrã e criar rotinas offline — como jardinagem, leitura, desporto ou culinária — pode ajudar a restaurar o equilíbrio e a saúde emocional.
Usar o telemóvel antes de dormir interfere com a qualidade do sono. A luz azul emitida pelos dispositivos suprime a produção de melatonina, prejudicando o ciclo natural do descanso. Além disso, o conteúdo consumido à noite tende a ser estimulante, impedindo o cérebro de “desacelerar”.
Sugestão prática: desligar o telemóvel pelo menos 30 minutos antes de dormir, usar o modo “Não Incomodar” e adoptar hábitos relaxantes como a leitura.
As redes sociais prometem aproximar pessoas — mas o uso excessivo pode provocar o efeito inverso: solidão e desconexão emocional. Substituir conversas cara a cara por likes e emojis afasta-nos das relações reais, enfraquecendo vínculos e diminuindo o bem-estar emocional.
A solução? Promover interações presenciais. Agende jantares com amigos, participe em atividades em grupo, desportos coletivos ou voluntariado. São estas interações que fortalecem os laços e combatem o isolamento.
As redes sociais são desenhadas para prender a nossa atenção. Mas essa distração constante reduz drasticamente a capacidade de concentração, tornando mais difícil cumprir tarefas com qualidade — seja no trabalho ou nos estudos.
Dica útil: durante o horário laboral ou académico, desligue notificações e limite o uso das apps a momentos específicos. Estabeleça “zonas livres de redes” e opte por ferramentas de produtividade.
Além de afetar a produtividade, o uso pessoal das redes sociais durante o horário laboral pode prejudicar a imagem profissional. Supervisores e colegas podem interpretar esse comportamento como falta de compromisso, o que compromete avaliações, prazos e até oportunidades de progressão.
A melhor abordagem é desativar notificações durante o expediente e evitar aceder às redes em reuniões ou em momentos de concentração. O equilíbrio digital é, hoje, um novo pilar de profissionalismo.
Em vez de demonizar a tecnologia, é essencial educar para o uso consciente e saudável. Tal como nutrimos o corpo, também a mente exige higiene digital: limites claros, tempo offline e interações significativas.
Num mundo em que a atenção se tornou um recurso escasso, quem aprende a geri-la com inteligência sai em vantagem, na vida pessoal, na saúde mental e na carreira.














