O TikTok está a devorar a nossa atenção em segundos, enquanto os marketers correm para criar o próximo vídeo viral. Mas porque é que já não resulta como antes?
Sabri Suby, fundador da King Kong, partilha a sua visão especializada sobre o estado atual das redes sociais.
Lembram-se quando qualquer pessoa com um desafio de dança meia-boca podia explodir no TikTok da noite para o dia? O que antes era uma mina de ouro orgânica transformou-se numa plataforma como tantas outras, que agora quer monetizar a nossa atenção, tal como o Facebook e o Instagram fizeram antes.
Não há truque mágico no algoritmo. Assim que uma plataforma atinge uma massa crítica de utilizadores, a empresa por trás começa a cobrar pelo alcance, vejam o que aconteceu ao Facebook, ao Instagram e, em breve, acontecerá ao TikTok.
Sim, ainda hoje o alcance orgânico no TikTok pode parecer ganhar na lotaria. Mas sejamos realistas: tal como aconteceu com o Facebook e o Instagram, era só questão de tempo até o “almoço grátis” ser retirado das nossas mãos. E aí voltamos ao início, à procura da próxima grande tendência.
Se a sua estratégia de marketing depende apenas de ondas orgânicas, estará sempre a ficar para trás. Ao perseguir cada moda, fica preso num ciclo sem fim de reação, medo e incerteza.
Um motor de marketing sustentável assenta numa geração consistente e previsível de leads, através de uma combinação equilibrada entre orgânico e pago. Nunca confie num único canal ou truque. Em tempos económicos como os que vivemos, não o pode permitir. Precisamos de um sistema que funcione mesmo que um algoritmo decida “ir dormir” amanhã.
Faça o que os marketers mais inteligentes sempre fizeram: crie mensagens tão valiosas, tão impossíveis de ignorar, que o público o procura mesmo depois do efeito novidade desaparecer. Ganhar a atenção hoje significa competir com a loucura do momento, mantendo um foco implacável nos fundamentos.
Aposte no que é constante. As pessoas estarão sempre presas a algum ecrã. Responderão sempre a promessas grandes e audazes, desde que realmente as cumpra. E amanhã vão passar ainda mais tempo online do que hoje. Num cenário digital em constante mudança, quere estratégias que convertam atenção em clientes pagantes, independentemente da plataforma da moda.
A plataforma é apenas a porta de entrada. A sua oferta e mensagem são os verdadeiros reis.
Quando a incerteza económica aparece, os “especialistas do medo” vêm ao de cima, a dizer para cortar em publicidade, baixar orçamentos e “esperar que passe”. Mas ceder a esse pessimismo deixa-o preso no ciclo de abundância e escassez.
As marcas audazes sabem algo que os pessimistas ignoram: a incerteza não impede as pessoas de comprarem aquilo que realmente querem ou precisam. Apenas aumenta o ceticismo. É exatamente nesta altura que deve mostrar valor a sério. Trate os seus potenciais clientes como clientes, mesmo antes de pagarem. Isso mantém-no na memória e pronto para conquistar a quota de mercado que os concorrentes cautelosos deixam escapar.
Num mundo de atenção curta, os marketers têm de ousar fazer diferente e entregar valor real. Perder tempo com as mudanças dos algoritmos e o medo económico é inútil. Em vez disso, foca-se nestas verdades fundamentais:
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As pessoas vão continuar a navegar nas redes sociais.
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Continuarão à procura de soluções que realmente as ajudem.
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Quando os orçamentos apertam, só os marketers que entregam valor tangível se destacam.














