Desde o dia 7 de julho, a TSA (Transportation Security Administration) começou a permitir que os passageiros mantenham o calçado em diversos aeroportos dos EUA, incluindo Baltimore/Washington International, Fort Lauderdale, Portland, Cincinnati/Northern Kentucky, Filadélfia e Piedmont Triad, na Carolina do Norte.
Curiosamente, esta mudança não foi comunicada oficialmente nos canais da TSA. No entanto, vários meios de comunicação norte-americanos já confirmaram que a nova prática está em vigor, como parte de um programa-piloto.
A decisão surge graças à introdução de tecnologias de segurança mais avançadas, que permitem detetar ameaças sem a necessidade de descalçar os passageiros, uma abordagem semelhante à que já se pratica na União Europeia, em Singapura e nos Emirados Árabes Unidos.
A regra de remover o calçado foi implementada em 2006, em resposta à tentativa falhada de atentado com uma bomba escondida num sapato, em 2001. Com o passar dos anos, a medida passou de precaução compreensível a um exemplo de “teatro de segurança” — medidas com mais impacto simbólico do que eficácia real.
Agora, o objetivo do novo programa é suavizar a experiência dos passageiros, mantendo os níveis de segurança, e ao mesmo tempo reduzir os tempos de espera nos controlos.
Até agora, apenas alguns grupos estavam isentos da regra: membros do TSA PreCheck, crianças com menos de 12 anos e pessoas com mais de 75 anos. Com esta mudança, passageiros comuns — desde que apresentem identificação Real ID e não ativem qualquer alarme — podem manter os sapatos calçados nos aeroportos selecionados.














