Há mais de três décadas que a Casa do Marquês faz sonhar, surpreende e, sobretudo, entrega ao cliente aquilo que ele pretende. A Casa do Marquês não é apenas uma referência no setor dos eventos e do catering de luxo, tornou-se uma marca com uma identidade tão sólida quanto discreta, onde o “sim” é regra e o impossível não existe. Quem garante isso mesmo é Miguel Seijo y Seijo, CEO do negócio de matriz familiar que continua a destacar-se no mercado, em entrevista exclusiva à Marketeer.
Para o CEO da empresa, a receita para o sucesso é clara: consistência, confiança e um serviço que se adapta ao cliente, seja ele um anónimo ou um chefe de Estado.
“Só ainda não servimos o Papa“, brinca Miguel Seijo y Seijo.
O projeto nasceu há cerca de 36 anos, em Algés, “num escritório com 30m²”, com origens são humildes, mas cheias de garra: “Começou com sangue, suor e lágrimas, a fazer acontecer, a dizer que sim aos clientes e ainda hoje temos esse hábito.”
A matriz familiar nunca se perdeu. Com capitais 100% familiares e espírito de missão, a Casa do Marquês cresceu dizendo “sim” aos clientes e entregando resultados acima das expectativas.
“O nosso segredo está muito nesta questão de dizer que sim. Para a Casa do Marquês, não há impossíveis“, sublinha o CEO.
O “impossível” que se torna possível e o evento que era “tudo ao contrário”
Hoje, com uma estrutura que inclui 12 primeiros-chefes, um restaurante com estrela Michelin (o Epur) adquirido em 2024 e uma equipa que desenha, produz e constrói mobiliário exclusivo para eventos únicos, a Casa do Marquês oferece soluções “chave na mão” desde a gastronomia à animação, passando por pormenores como a decoração ou até espetáculos de drones.
“Estamos perfeitamente habilitados a fazer tudo aquilo que se quiser num evento. A única coisa que pedimos é que tragam os convidados”, diz Miguel Seijo y Seijo, de sorriso no rosto, à Marketeer.
E pedidos mais extravagantes? “Impossíveis é uma coisa muito frequente”, responde. Ainda assim, do impossível se faz possível, garantindo ao cliente o melhor resultado possível. Um dos exemplos de “impossíveis” mais memoráveis foi um aniversário na Estufa Fria, com o tema do surrealismo: “Era tudo ao contrário. As pessoas entravam por um túnel escuro com mãos a puxar, a refeição começava pela sobremesa que afinal era uma entrada. Tudo pensado para surpreender.”
Mas não se trata apenas de impacto visual. Segundo o CEO, trata-se de entrega.
“Nós não damos problemas ao cliente. Somos nós que temos de resolver. Se falta um copo, não vamos perguntar onde arranjar, nós tratamos disso.”
Confiança e consistência: os verdadeiros pilares
A Casa do Marquês move-se com base na confiança que foram cimentando ao longo dos anos, de tal modo que eventos como o Estoril Open deixam nas suas mãos a escolha da ementa. “Sabe uma coisa? Eles nunca escolhem a ementa. É tudo baseado em confiança. Trocamos algumas ideias, mas há uma entrega total. Isso dá-nos ainda mais responsabilidade e obriga-nos a esmerar-nos todos os dias.”
Mas o que faz essa confiança crescer ao longo de décadas? “Consistência. Nós somos muito consistentes. Não é hoje correr bem e amanhã correr mal. Corre bem todos os dias”, garante Miguel Seijo y Seijo citando Cristiano Ronaldo como inspiração.
“O segredo dele é a consistência. É o mesmo que nós fazemos aqui. Sou extremamente rigoroso com isso. E depois, obviamente, acredito muito nas pessoas. Tenho de acreditar na equipa que tenho, que são os melhores do mundo. A minha equipa é sempre a melhor do mundo, sabia? Um bocadinho como o Cristiano Ronaldo. Acredito sempre neles porque é com eles que nós vamos todos à luta, que vamos conseguir”, confidencia o CEO.
O rigor e descontração da liderança e a aposta forte na formação
A longevidade da Casa do Marquês não se explica apenas pela excelência visível nos eventos. Há uma filosofia de liderança e uma cultura de trabalho que sustentam essa consistência. “Temos várias gerações a trabalhar connosco. A geração dos meus pais vivia para trabalhar. Esta nova geração quer tempo para viver. E está certo. Nós temos de acompanhar isso. Não podemos ter o mesmo esquema de trabalho de há 20 anos.”
Por trás do ambiente informal que Seijo y Seijo cultiva – “sou um pouco descontraído”, refere — está um rigor intransigente.
“A porta do meu gabinete está sempre aberta. Toda a gente fala comigo, seja da copa ou um presidente de organismo público. Mas não é por isso que deixamos de ser rigorosos. O compromisso, para mim, é sagrado. Basta apertar a mão.”
É esse equilíbrio entre descontração e exigência que também mantém as equipas unidas e motivadas. A liderança de Miguel Seijo y Seijo assenta nesse pragmatismo humanizado: escuta, confiança, exigência.
A formação é ainda uma das grandes apostas. “Formamos centenas de pessoas por ano. Como devem estar à mesa, onde se mete a água, onde se mete o vinho, como se deve apresentar um prato. Estamos sempre a afinar.” E essas afinações impactam todos os detalhes. “Hoje já ninguém quer serviço de bandeja. Querem empratado. E a própria qualidade da comida muda conforme o serviço. Tivemos de inovar nisso também.”
O marketing que toca… e marca
Com um portfólio que inclui a organização de eventos como a Cimeira da NATO e visitas de Estado que inclui quase todas as figuras internacionais de relevo, a marca nunca precisou de grandes campanhas de publicidade.
“O nosso marketing sempre foi o passa-a-palavra. É o telefone que toca”, diz o CEO com naturalidade. “Felizmente, ainda toca bastante.”
Mas isso não significa que se ignorem as novas dinâmicas. “Hoje, o passa-a-palavra é diferente. Acontece nas redes sociais. Já não chega a dez pessoas, chega a mil ou mais”, assume Miguel. Ainda assim, o foco em influenciadores não é prioridade: “Fazemos parcerias quando nos solicitam, mas não vamos à procura. Uma das vantagens de termos 36 anos é que praticamente toda a gente já nos conhece.”
O futuro? Ainda há muito por fazer
Apesar das raízes sólidas, o espírito da Casa do Marquês é tudo menos conformista. “Não somos nada do ‘antigamente’. O melhor ainda está para vir. Estamos sempre a inovar, a melhorar, a surpreender.” Segundo o líder da Casa do Marquês, é essa a filosofia que mantém a Casa do Marquês no topo e, simultaneamente, perto de cada cliente.
Mas quando se fala concretamente de inovação, o empresário mostra alguma resistência à palavra. “Detesto essa palavra. Toda a gente fala de inovação. Mas o que é inovação? É fazer melhor.” E é esse “fazer melhor” que pauta a evolução da Casa do Marquês.
“Hoje somos uma melhor empresa do que éramos no ano passado. E para o ano temos de ser melhores do que somos hoje.”
Quando aos planos para o futuro, Miguel não hesita: “Queremos crescer. Estamos à procura de oportunidades, cá dentro e além-fronteiras. A hotelaria faz-nos sentido. Temos capacidade para responder a isso.”
Por fim, que mensagem gostaria que ficasse colada ao nome Casa do Marquês? O CEO da marca responde com a mesma simplicidade de quem sabe exatamente o que quer oferecer aos clientes:
“Se quer fazer um evento, Casa do Marquês. Nada é impossível.”















