A Vanilla Project nasceu da visão inovadora de Sílvia Rodriguez que, em 2022, fundou a agência com o propósito de redefinir a criação de projetos estratégicos e com impacto real. Com sede em Lisboa e presença global, a empresa dedica-se a desenvolver eventos e iniciativas que combinam criatividade, visão estratégica e responsabilidade social, sempre orientadas para gerar transformação positiva e construir um legado para as próximas gerações. Nesta entrevista à Marketeer, a CEO partilha os pilares que sustentam a missão da agência, os desafios da internacionalização e o reconhecimento crescente, como o prémio Rising Star Agency, no Eventex Awards, que valida a sua abordagem diferenciadora.
A Vanilla Project nasceu com o propósito de criar impacto social através da criatividade. Como foi o processo de definição desta missão e valores?
A missão da Vanilla nasce da vontade de transformar eventos em espaços de transformação, compromisso e mudança. Desafiamos organizações a deixar legados duradouros para um bem maior, inspirando ação com significado. Depois de mais dez anos a liderar conferências internacionais e eventos com dimensão institucional, onde reunia os principais decisores de diferentes esferas da sociedade, percebi que todos se alinhavam num propósito comum: a vontade de mudança, a coragem e clareza de expressar as suas ideias e visões. Foi aqui que nasceu a missão da Vanilla: criar momentos de reflexão e inspiração que promovem a ação, numa estratégia clara e consistente, traduzindo missões em impacto real.
Desde a fundação da Vanilla, todos os projetos têm sido desenhados de forma a alinhar a visão estratégica à criatividade, sempre aliadas à responsabilidade social. Trabalhamos com organizações que querem contribuir para um futuro mais consciente e acreditam no seu papel na construção de um legado, para as pessoas, para o país, e para as próximas gerações. É esse compromisso que guia tudo o que fazemos.
Se pudesse voltar atrás ao momento da fundação da empresa, haveria algo que teria feito de forma diferente?
Sempre idealizei criar um projeto próprio, que me permitisse fazer um caminho alinhado com os meus valores, onde pudesse colocar-me ao serviço do mundo através do que sei fazer melhor: criar pontes, inspirar novas formas de pensar e promover mudanças em temas que considero cruciais para o país e para o futuro coletivo. A Vanilla é esse caminho, e faria tudo exatamente da mesma forma. Desde a criação da Vanilla em 2022 que tenho construído os pilares da empresa de forma muito sustentada, com as ideias bem claras e os pés assentes na terra, sem pressa, mas com total consciência daquilo em que acredito e daquilo que sinto que é necessário e possível transformar.
O prémio Rising Star Agency, no Eventex Awards, reforça o impacto da Vanilla Project no setor dos eventos. Como este reconhecimento pode influenciar o posicionamento da agência no mercado global?
Este prémio valida a nossa visão e reforça o posicionamento da Vanilla enquanto agência estratégica e criativa com foco em impacto social. Vencer Ouro na categoria Rising Star Agency mostra que há uma procura real por abordagens mais conscientes e transformadoras no setor dos eventos.
Com sede em Lisboa, a Vanilla posiciona-se como uma agência global, aberta ao mundo e a desafios que nos permitam criar maior impacto. Este reconhecimento abre novas portas a colaborações internacionais que procuram exatamente o que nos diferencia: a criação de eventos que deixam um legado.
O foco da Vanilla vai muito além da produção, somos parceiros estratégicos de organizações que procuram gerar impacto positivo e duradouro na sociedade. Ao longo dos últimos anos, tenho trabalhado lado a lado com os clientes a desenhar e repensar eventos e conceitos, contribuindo em todas as fases do processo, desde a génese até à concretização, com coerência e alinhamento estratégico.
A distinção na categoria People’s Choice Destination evidencia Lisboa como um destino criativo em ascensão. De que forma a agência contribui para esta perceção internacional da cidade?
Lisboa tem vindo a afirmar-se como um polo de criatividade, inovação e pensamento estratégico, e a Vanilla orgulha-se de contribuir ativamente para esse posicionamento. Levamos projetos com ADN português para o mundo e trazemos para Portugal eventos globais com propósito, reforçando a imagem da cidade como uma capital visionária e culturalmente relevante. Portugal tem sido, ao longo da sua história, um ponto de encontro de ideias, culturas e decisões com impacto global. Hoje, reforça essa posição com uma reputação de hospitalidade e visão estratégica. A Vanilla inspira-se nesse ADN para criar experiências com significado e projeção internacional.
Somos especialistas em eventos institucionais e de elevada responsabilidade, com a presença regular de líderes, altas entidades e decisores. Essa experiência consolidou a nossa reputação e confiança para operar com rigor e excelência, assegurando todos os detalhes, do protocolo ao conteúdo. A distinção na categoria People’s Choice Destination reconhece este trabalho e valida Lisboa não só como cenário, mas como protagonista no panorama internacional dos eventos de impacto.
A Vanilla Project trabalha ‘de Portugal para o mundo’. Qual tem sido o maior desafio na expansão internacional da agência e na construção de uma presença forte fora do país?
O maior desafio tem sido mostrar que Portugal não é apenas um polo de produção, mas também um centro de pensamento estratégico, com capacidade para liderar e inovar. O nosso trabalho tem vindo a provar exatamente isso: que Portugal pode criar projetos criativos com impacto global. Para isso, unimos forças com parceiros e trabalhamos com os melhores do mercado, valorizando a colaboração e elevando cada projeto com uma visão estratégica e diferenciadora.
O reconhecimento da Vanilla pela Eventex — que distingue os melhores projetos de eventos a nível mundial — com um Ouro e uma Prata em duas categorias, é prova de que estamos no caminho certo. Desde então, têm surgido alguns contatos internacionais, o que me deixa entusiasmada com o futuro da marca fora de Portugal.
A missão das marcas é um dos motores da criatividade da Vanilla Project. Como aconselha as empresas a alinharem storytelling e propósito na construção de projetos de marketing com impacto?
O ponto de partida é sempre a clareza. Antes de qualquer conceito criativo, ouvimos os nossos clientes para compreender o “porquê” da sua marca. Qual é a sua missão? Que legado querem deixar? O que as torna únicas? Acreditamos que as marcas devem ser movidas por um propósito e trabalhamos lado a lado com cada cliente para transformar essa missão numa narrativa relevante e autêntica, extraindo a sua verdadeira essência.
Na Vanilla, acreditamos que não há duas marcas iguais. Cada processo criativo é desenvolvido à medida, cada conceito é único e personalizado, nunca replicado. Este processo exige saber ler bem o cliente, compreender a sua visão e estratégia, e criar com base nesses valores, garantindo coerência e profundidade ao longo de todo o percurso.
Tendo em conta o futuro da indústria de eventos e marketing experiencial, quais são as principais tendências que a Vanilla Project pretende explorar nos próximos anos?
Acreditamos nos eventos como espaços de transformação de consciência, que vão muito além do evento em si. Vamos continuar a apostar em experiências imersivas que combinem criatividade, tecnologia e impacto social.
Vemos uma tendência clara: os públicos estão a exigir mais sentido, mais propósito e menos espetáculo. Em Portugal, apesar da crescente oferta, poucos eventos marcam verdadeiramente pela diferença, os que nos fazem pensar, refletir e querer mudar.
É nesse equilíbrio entre a experiência vivida e o propósito por trás de cada projeto que a Vanilla se posiciona. Queremos continuar a criar o extraordinário, a inspirar a mudança e a desenhar projetos que perduram e que, de alguma forma, contribuem para melhorar a sociedade. Esta é a missão que nos move.














