Os smartphones tornaram-se uma extensão do corpo humano, contendo informações essenciais que vão desde dados pessoais a bancários. Este facto transformou-os num dos alvos mais valiosos para os cibercriminosos. “Os nossos telemóveis conhecem-nos melhor do que ninguém”, uma realidade que acentua a necessidade de proteção.
Enquanto os riscos tradicionais como Wi-Fi público ou conexões via Bluetooth continuam a ser relevantes, um estudo recente da Lumafield revelou uma ameaça menos conhecida: os cabos USB-C. Segundo o especialista em cibersegurança Thomas Roth, foi descoberta uma vulnerabilidade no controlador USB-C do iPhone 15, que permite a execução de códigos maliciosos simplesmente ao ligar o dispositivo.
Este tipo de ataque pode parecer mais difícil de ocorrer do que aqueles por Wi-Fi ou Bluetooth, mas situações comuns – como pedir um carregador emprestado num café ou biblioteca ou utilizar pontos de carregamento públicos – colocam os utilizadores em risco. Além disso, por ser um método menos conhecido, os utilizadores tendem a baixar a guarda, facilitando o trabalho dos cibercriminosos.
“Por ser uma ameaça desconhecida, muitos não estão atentos a este perigo”, reforça Roth, salientando que esses ataques aproveitam o fator surpresa para comprometer os dispositivos.
A recomendação é clara: além de evitar redes e dispositivos desconhecidos, os utilizadores devem ser cautelosos com os cabos e carregadores que utilizam, uma vez que estas ferramentas do dia a dia podem tornar-se potenciais armas nas mãos de hackers.
À medida que a tecnologia avança, novas formas de ataque surgem, exigindo maior atenção para garantir a segurança digital no quotidiano.














