Fernanda Lapa, uma das mais marcantes figuras do teatro português, estreou-se na encenação com a peça “Deseja-se Mulher”, de Almada Negreiros, uma obra que celebra a complexidade e a força do universo feminino. Agora, cinco anos após a sua morte e trinta anos depois da criação da Escola de Mulheres – companhia que fundou e dirigiu ao longo da sua carreira –, a peça volta a ganhar vida numa nova encenação, desta vez assinada por Cucha Carvalheiro, e com o nome de “Deseja-se Fernanda!”.
Este espetáculo surge como uma sentida homenagem à atriz e encenadora, cuja dedicação ao teatro e à valorização das mulheres nas artes foi uma constante ao longo da sua trajetória. A Escola de Mulheres, companhia que Fernanda Lapa impulsionou, sempre procurou dar voz a autoras, intérpretes e criadoras, promovendo um espaço onde a dramaturgia feminina e os temas ligados à condição da mulher assumem um papel central.
A reposição de “Deseja-se Mulher” reafirma o impacto duradouro do trabalho de Lapa e mantém viva a sua visão artística, oferecendo ao público uma oportunidade para revisitar um dos textos emblemáticos de Almada Negreiros sob uma nova perspectiva.
Com encenação de Cucha Carvalheiro e texto de Ana Lázaro, a peça insere-se num contexto de celebração e reconhecimento da influência de Fernanda Lapa no panorama teatral português, perpetuando o seu legado de inovação, irreverência e compromisso com a cultura.
Peça está em cena, de 15 a 23 de março, no São Luíz, em Lisboa.














