Zuckerberg quer internet grátis para mil milhões de pessoas

mark-zuckerberg_2Nem uma palavra acerca do Facebook, e muito poucas para explicar a compra da WhatsApp. Na primeira vez que subiu ao palco do Mobile World Congress, que decorre em Barcelona, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, falou sobre o projecto Internet.org e da forma como quer disponibilizar internet gratuita a mil milhões de pessoas em todo o mundo.

A rede social é um dos membros do consórcio Internet.org, criado no ano passado com o objectivo de ligar todo o mundo através da internet. Neste momento, e segundo Mark Zuckerberg, o Facebook está à procura de estabelecer parcerias com mais três a cinco operadoras móveis no sentido de oferecer o acesso a «um conjunto de serviços básicos», como a Wikipedia, a meteorologia, o 112 (em formato de texto) ou a própria rede social. O projecto é focado nos países em desenvolvimento e já começou a ser testado em países como as Filipinas e o Paraguai.

Segundo o CEO do Facebook, o objectivo passa por disponibilizar o acesso gratuito a estes serviços a mil milhões de pessoas nos próximos cinco anos. Num espaço de dez anos, deverá atingir três mil milhões de pessoas. «A maioria das pessoas em todo o mundo não tem acesso à internet», afirmou Mark Zuckerberg, citado pelo Mashable. «Depois de o Facebook ter atingido o objectivo de ligar mil milhões de pessoas, demos um passo atrás e pensámos: “como é que podemos ligar o resto do mundo?”», acrescentou.

Neste momento, o consórcio Internet.org já estabeleceu parcerias com a Ericsson, MediaTek, Nokia, Opera, Qualcomm e Samsung, entre outras companhias, no sentido de baixar os custos dos dados móveis em todo o mundo. No seu site, o projecto adianta que apenas uma em cada três pessoas à escala mundial tem acesso à internet e que, por isso, o objectivo passa por alargar esta possibilidade aos restantes dois terços.

Mark Zuckerg aproveitou ainda o palco do Mobile World Congress para defender a aquisição do serviço de mensagens WhatsApp, que irá atingir os 19 mil milhões de dólares. «É a aplicação móvel mais envolvente que alguma vez tivémos. Julgo que vale mais do que 19 mil milhões. Há muito poucos serviço que conseguem atingir 500 milhões de pessoas em todo o mundo», disse.

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