YouTube dá mais poder aos anunciantes mas prejudica criadores

O boicote publicitário à Google, e respectivas plataformas, levou o YouTube a aumentar o número de filtros que os anunciantes podem aplicar na hora de determinar em que circunstâncias devem surgir as suas campanhas. Até aqui, as marcas podiam apenas pedir para que os anúncios não aparecessem junto a vídeos relativos a temas sociais sensíveis ou a tragédias e conflitos.

Agora, além destas duas categorias, existem outras três: vídeos sexualmente sugestivos, sensacionais e chocantes e ainda profanos e com linguagem imprópria. Os novos filtros são revelados pela Google numa nota enviada às agências, a que a AdAge teve acesso.

Desta forma, o YouTube espera dar mais controlo aos anunciantes, num esforço para acalmar os ânimos e as críticas que têm surgido nas últimas semanas. Por outro lado, segundo lembra a mesma publicação, mais poder para as marcas significa mais controlo para os criadores de conteúdos.

Alguns youtubers têm manifestado o seu desagrado perante as novidades que a plataforma de vídeo tem implementado para proteger os anunciantes. Dave Rubin, autor do canal político “The Rubin Report”, publicou um tweet em que diz estar curioso para saber se outros youtubers sentiram uma quebra massiva na monetização do seu trabalho, na última semana.

O YouTube já tinha, porém, avisado os criadores de que algo deste género poderia acontecer. Numa publicação no YouTube Creator Blog, no passado dia 20, afirmava que existe uma diferença entre a livre expressão e o conteúdo a que as marcas querem estar associadas.

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