O YouTube anunciou uma atualização às suas “Advertiser Friendly Content Guidelines”, abrindo novas oportunidades de monetização publicitária para criadores de conteúdo que publiquem vídeos sobre temas sensíveis ou dramáticos. A ação surge em resposta às críticas da comunidade de criadores para tentar equilibrar os interesses dos criadores com os requisitos dos anunciantes.
Até agora, vídeos que abordavam tópicos como aborto, automutilação, suicídio, violência doméstica ou abuso sexual — mesmo quando dramatizados ou discutidos — eram frequentemente penalizados com limitações de receita, restringindo o dinheiro que os criadores desses conteúdos podiam ganhar.
Agora, com esta atualização, estes conteúdos passam a ser elegíveis para um nível mais elevado de monetização publicitária, desde que não sejam apresentados de forma graficamente explícita.
Num vídeo publicado na própria plataforma, um porta-voz do YouTube admite que as anteriores diretrizes se tornaram excessivamente restritivas e que muitos criadores partilharam a sua frustração relativamente à incapacidade de monetizar trabalhos narrativos ou informativos sobre temas socialmente importantes, pelo que a empresa decidiu passar a permitir que histórias sensíveis ou dramáticas tenham oportunidade de gerar receita publicitária, sem deixar de respeitar as escolhas e preocupações das marcas anunciantes.
A revisão das regras exclui, no entanto, conteúdos relacionados com abuso infantil e distúrbios alimentares, que permanecem inelegíveis para a geração de receitas. Além disso, cenas ou descrições que sejam demasiado gráficas ou detalhadas também continuarão a não ser consideradas para monetização.
Esta alteração ocorre no âmbito de um conjunto mais abrangente de revisões das políticas que o YouTube tem vindo a implementar para apoiar os criadores de conteúdo, tendo a empresa, em outubro, oferecido aos criadores previamente banidos a opção de solicitarem um novo canal para reconstruírem a sua presença na plataforma.











