Windows7 disponível amanhã às 00.00 horas nas lojas Worten

microA propósito do lançamento do Windows7 em Portugal, que tem o momento alto amanhã, às 00.00 horas, com a chegada do produto ao ponto de venda, a marketeer entrevista Nuno Alves da Silva, responsável de marketing da Microsoft Portugal. Foco estratégico da comunicação: promover a experimentação.

O lançamento do novo Windows7 é aguardado com expectativa. Que estratégia de comunicação foi seguida para comunicá-lo, quer ao segmento de particulares, quer ao empresarial?

Como estratégia de comunicação, decidimos:

1. Não falar para nós e sobre nós. É altura de ouvir e de deixar as pessoas falarem por nós, o que se resume no conceito “o Windows7 foi feito por mim”;

2. Facilitar o acesso às versões BETA e RC (release candidate) do Windows7 e à versão RTM (release to market) nas empresas. Centenas de milhar de portugueses experimentaram-no em primeira-mão. Quisemos ouvir o que dizem sobre a compatibilidade com soluções locais de software. E o feedback foi surpreendente. As críticas dos profissionais de tecnologias de informação, de early adopters (gurus do sector, empreendedores, mundo académico), da imprensa online e offline foram muito positivas.

3. Distribuir a cadeia de valor. Esta estratégia vem desde o início da Microsoft. Bill Gates nunca quis ter venda directa. Nós percebemos de software. Os nossos parceiros percebem de hardware e de canal, e são eles que tiram valor da venda directa. Esta estratégia tem um impacto imediato na comunicação: ela é distribuída também. Existem regras da marca Windows para garantir a sua consistência, mas cada parceiro pode incorporá-la na sua própria comunicação e de acordo com a sua própria arquitectura de marca. Como resultado, a comunicação da marca ganha dimensão e escala.

4. Potenciar experiência de utilização. Apostámos desde o início do ano na preparação de parceiros de retalho e fabricantes de PCs para que o lançamento coincidisse com a introdução de uma nova linha de hardware já com ecrãs multitouch (permitem transmitir ordens tocando no ecrã com vários dedos em simultâneo) e apoiar o consumidor no upgrade do PC actual para o Windows7. Também temos em curso um projecto-piloto de gestão de categorias para melhor organizar a área de PCs nas lojas.

No plano de meios para a comunicação do lançamento, que peso tem a componente de comunicação online, face aos restantes meios utilizados? Como foi trabalhada esta presença online?

A experimentação e a resposta rápida têm um papel fundamental no mercado em que operamos. Temos de facilitar o acesso aos early adopters (primeiras pessoas a instalar o Windows7). Aqui não existe o efeito da publicidade. O acto de informar resume-se a deixar experimentar.

O feedback dos early adopters foi muito positivo. Aliás, e pela primeira vez na história da Microsoft, ao fazer uma pesquisa por Windows7 no Bing todos os comentários são positivos. O mesmo acontece com opinion leaders de peso como a ComputerWorld, a PCWorld, o The Wall Street Journal e a Gartner (analista de referência no mercado de tecnologias de informação) que recomenda às empresas para começarem já a planear a migração para Windows 7 sem esperarem pelas versões finais.

O nosso plano de meios apenas vai amplificar esta onda no retalho. Vamos apoiar os nossos parceiros de retalho e fabricantes de PCs nas promoção das suas ofertas de e com Windows7. E garantir que todas os assistentes de loja estão formados e serão capazes de tirar todas as dúvidas a quem quiser instalar o Windows7 ou comprar um novo PC.

O Messenger, o Hotmail e o MSN serão os nossos meios online privilegiados porque permitem-nos chegar a mais de três milhões de utilizadores e amplificar este efeito com micro-anúncios online com o conceito “o Windows7 foi feito por mim”. Em apenas 7 segundos as pessoas mostram o que ficou mais simples no seu PC.

A Microsoft, em parceria com a Sonae, criou uma campanha e acção de experimentação nas lojas Worten, que culminarão na grande noite de lançamento: as 00.00 horas de hoje. Que importância tem a criação de uma certa onda de suspense e expectativa num lançamento deste tipo?

Não é o suspense que é importante. Afinal, já existe uma onda de experimentação e de comentários ao Windows7 desde o início deste ano, o que foi uma das estratégias de comunicação. O importante é ter procura. E o dia 22 marca a data em que a procura encontra o produto disponível. De nada valia o suspense se o produto não tivesse passado pelas centenas de milhar de pessoas que já experimentaram as primeiras versões do Windows7. E são esses que esperamos rever no dia de lançamento e oferecer em primeira-mão o Windows7 release to market. Vão haver muitas actividades e concursos na loja. Esta acção está planeada com vários parceiros.

A parceria com a Associação Salvador serve, simultaneamente, o propósito de mostrar acção da empresa na área de responsabilidade social e a “usabilidade” mais igualitária desta nova versão? É uma característica do produto que importa vincar?

Sim, claramente. O Windows7 possui um conjunto de características intrínsecas de acessibilidade que ajudam a reforçar a ideia de que é um sistema operativo para todos, crianças, seniores e até para aquelas pessoas que possuem algumas limitações físicas e cognitivas. Isto deu-nos esta ideia de aproveitar o posicionamento do produto para abraçar uma causa social, a da acessibilidade, e a parceria com a Associação Salvador atesta isso mesmo. Pretendemos reconhecer não apenas o papel importante que o Fundador da Associação tem tido na luta por um Portugal mais acessível, mas também ajudá-lo a reforçar as suas acções com mais meios e tendo por base a tecnologia e situações onde a tecnologia pode ajudar a remover barreiras.

Que expectativas em termos de vendas do produto até ao final do ano?

Podemos avançar com o que está a acontecer. Em termos de retalho, vendemos três vezes mais do que a nossa expectativa. Desde que abrimos o acesso, e ainda sem venda, tivemos 120 mil downloads e 10 mil CDs distribuídos. Quem experimentou o produto não o desinstalou e por isso tem sido cumulativo o crescimento do Windows 7. Chegámos já ao 3º lugar de sistemas operativos em Portugal, à frente do próprio MAC, com uma versão que ainda não está à venda. À frente estão o XP e o Vista. Como objectivo, queremos migrar em três anos todos os Vista para Windows7 e 50% da base instalada de XP para Windows7.

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