Web Summit: Social video para totós

Todos os dias, mais de 500 milhões de pessoas assistem a vídeos no Facebook. E 40% dos 400 milhões de utilizadores do Instagram também já se rendeu às imagens em movimento. Contudo, para as marcas, criar vídeos para as redes sociais não é uma tarefa tão simples quanto possa parecer, e muitos deles perdem-se no buraco negro da Internet. David Schneider, director criativo da empresa especializada em social video That Lot, subiu esta manhã ao palco PandaConf, do Web Summit, para apresentar as regras de ouro da produção de vídeos comerciais para redes sociais.

Focando-se na maior rede social do planeta, o Facebook, o britânico, que é também actor, comediante, argumentista e realizador de cinema, deixou algumas dicas à audiência sobre a produção de vídeos específicos para aquela plataforma:

Abertura forte – É fulcral agarrar a atenção dos consumidores desde o primeiro segundo;

Sound on vs. sound off – Não se esqueçam que no Facebook, seja na versão desktop ou mobile, os vídeos estão “silenciados” por defeito. Talvez seja boa ideia colocar legendas;

Identificar a marca no início – «Queremos mostrar a marca logo no início do vídeo, para criar impacto», defende David Schneider. De acordo com o especialista, esta será uma das principais diferenças entre o social video e o cinema, onde o “early branding” não funciona tão bem, pois é preciso criar contexto;

Como é “servido” – Não basta publicar o vídeo em “cru”. Colocar um título e um subtítulo descritivos pode ser uma forma de atrair o interesse dos internautas, sobretudo se o tema for do interesse geral;

Duração – Muito se tem debatido sobre a duração que os vídeos (sobretudo os anúncios) devem ter nas redes sociais. David Schneider defende que o ideal é condensar a mensagem no menor tempo possível (por exemplo, em vídeos de seis segundos que ficaram popularizados com o YouTube), mas também há vídeos de nove minutos que acabam por funcionar. Tudo depende do tema e da execução;

Ser nativo – «A essência do sucesso.» Todo e qualquer vídeo, argumenta, deve ser adaptado à plataforma em questão e utilizando as ferramentas que essa plataforma disponibiliza. Quer isto dizer que não é possível replicar o mesmo vídeo no Facebook e no Snapchat, por exemplo.

No que toca ao Instagram e às Insta Stories, o profissional afirma que há algumas regras que se mantêm em relação ao Facebook, como a necessidade imperativa de ter uma abertura forte e de aproveitar as funcionalidade da rede social (como as máscaras de realidade aumentada), mas há também algumas diferenças. Por exemplo, 60% dos vídeos publicados nas Insta Stories são visionados com som, pelo que a colocação de legendas pode não ser obrigatória. Ainda no que toca ao Instagram, sete em cada 10 filmes publicitários que são publicados na vertical têm melhor recordação.

No que diz respeito à parte mais criativa, David Schneider defende que as histórias veiculadas nos vídeos para redes sociais «devem ser humanas, mesmo que não sejam sobre seres humanos. Não nos podemos esquecer que quem vê os vídeos são pessoas». E, em cada frame individual do vídeo, deve ficar bem explícito que história está a ser contada naquele frame em específico. Isto implica que todos os elementos devem apontar para o cenário central ou o protagonista do vídeo, sem a introdução de elementos de distracção. «Devemos conduzir o olhar da pessoa em cada instante», afirma.

Além disso, o director criativo da That Lot – agência que tem em carteira clientes como Red Bull, Channel 4, Fox ou Jamie Oliver – destacou a importância de criar histórias progressivas, isto é, histórias sem interrupções e que vão aumentando de intensidade, tal como no cinema.

Texto de Daniel Almeida

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