O Metro do Porto é muito mais do que um meio de transporte. É uma marca que liga pessoas, espaços e ideias — e que há vários anos assume um papel activo na promoção da cultura e na transformação da cidade. Ao longo da sua rede, a música, a fotografia, a arte urbana e outras expressões criativas encontram lugar nas estações, nos túneis e até nas obras, tornando a mobilidade uma experiência cultural.
É essa viagem entre transporte e arte que dá o mote a este episódio do videocast “As Marcas na Cultura”, da revista Marketeer, e com o convidado Jorge Afonso Morgado, Director de Comunicação e Clima Social do Metro do Porto, seguimos juntos nesta viagem cultural pelas diversas estações.
A relação do Metro do Porto com a cultura não é recente. «Na verdade, tem uma história longa por trás. Embora seja uma empresa jovem — o Metro do Porto está em funcionamento há 22 anos —, desde o início que percebemos que tínhamos espaços cénicos incríveis, com áreas disponíveis igualmente incríveis e uma sobriedade arquitectónica muito interessante. Procurámos associar-nos à realidade cultural da cidade do Porto e começámos a abrir espaço a uma série de coisas», recorda Jorge Afonso Morgado.
Em 2024, o Metro do Porto organizou mais de 400 eventos culturais, num ano que foi também o melhor de sempre em número de validações. Estima-se que 60 milhões de clientes tenham tido contacto directo com estas iniciativas, o que faz da rede uma das maiores plataformas culturais do país.
Entre os projectos mais emblemáticos destaca-se o “Há Música ao Fundo do Túnel”, que leva concertos gratuitos às estações em plena hora de ponta — um convite a parar por instantes no ritmo acelerado da cidade. Mas a programação vai muito além da música. «Não somos programadores culturais, não temos uma agenda ou uma estratégia em termos de política de gosto», sublinha o responsável. «Mas pensámos: vamos querer só transportar pessoas ou queremos intervir na vida delas, quebrar a rotina do dia a dia — casa-trabalho, casa-escola — e fazê-lo elevando o nível? Foi isso que fizemos: trouxemos uma série de artes menos representadas, como a dança, a mímica, ou até artes mais ancestrais, como a ourivesaria.»
A marca tem vindo também a apostar em exposições fotográficas e intervenções artísticas, como a mostra de Alfredo Cunha nos tapumes das obras da Linha Rosa, ou em parcerias que trazem literatura, teatro e dança para o subsolo portuense. As estações Trindade, São Bento, Bolhão e Casa da Música têm sido palco de muitas dessas acções, fazendo do Metro uma verdadeira galeria em movimento.
Mais do que transportar passageiros, o Metro do Porto transporta experiências e emoções — provando que a cultura pode (e deve) fazer parte do caminho.
O episódio já está disponível em “As Marcas na Cultura”, no site da Marketeer, nas plataformas digitais, redes sociais e também na rede SAPO, Spotify e YouTube.













