Venda de bens de luxo estabiliza a nível mundial

Analisadas as 100 maiores empresas de bens de luxo do mundo, a conclusão é de que geraram 217 mil milhões de dólares (187,6 mil milhões de euros) em vendas, no último ano fiscal de 2016. De acordo com o estudo “Global Powers of Luxury Goods” da Deloitte, o crescimento deste tipo de produtos estabilizou, verificando-se um aumento de 1%.

Ainda assim, tal como lembra Pedro Miguel Silva, associate partner de Retail & Consumer Products da Deloitte Portugal, o crescimento no ano anterior tinha sido de 6,8%.

Patrizia Arienti, EMEA Region Fashion & Luxury leader da Deloitte, acrescenta que «o ritmo de crescimento do mercado depende de muitos factores, nomeadamente do turismo e da variação do rendimento disponível». A responsável adianta ainda: «Acreditamos que, ao contrário do que se passa noutros sectores, o mercado de bens de luxo vai continuar a crescer.»

Quanto ao top 5 mundial, não se registou qualquer alteração, continuando o ranking a ser liderado por LVMH, Estée Lauder, Richemont, Luxottica e Kering. Considerando o top 100, 57 cresceram face ao ano anterior; destas, 22 evoluíram a uma taxa de dois dígitos.

«O crescimento do top 100 foi enfraquecido pelas 10 empresas que diminuíram as suas vendas em dois dígitos, durante o ano fiscal de 2016, incluindo duas que estão no top 10: Swatch Group e Ralph Lauren. O ano fiscal de 2016 parece, por isso, ser marcado por uma desaceleração do crescimento na maioria das empresas», acrescenta Pedro Miguel Silva.

Itália é o país com maior número de empresas no ranking e França o que apresenta um maior peso de vendas.China, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça, Reino Unido e EUA representam, em conjunto, 83 das 100 maiores empresas de bens de luxo a nível mundial e 90% das suas vendas. Espanha e França registam a maior taxa de crescimento.

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