O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) de embalagens de bebidas de uso único entrou esta sexta‑feira em funcionamento, arranque que é assinalado com o lançamento da campanha “Agora as garrafas de plástico e latas têm v de volta”.
A campanha, assinada pela Dentsu Creative Portugal, conta com Vasco Palmeirim e Inês Lopes Gonçalves, que assumem, literalmente, os papéis de uma lata de metal e de uma garrafa de plástico. O objetivo passa por explicar, de forma “simples e próxima”, como funciona o sistema e a sua importância.
“Estou muito contente por dar a cara e voz pela volta! É simples, encaixa facilmente no nosso dia a dia e tem um impacto real. No fundo, é uma forma de retribuir ao planeta… com a vantagem de ainda recebermos algo em troca. Poder comunicar isto de forma leve e com humor, mas com uma mensagem importante por trás, dá-me um gozo enorme. Além do mais, permite-me voltar a trabalhar com a Inês. Conhecemo-nos há mais de 20 anos e não fazia ideia de que ela tinha alma de garrafa”, diz Vasco Palmeirim, citado em comunicado.
Já Inês Lopes Gonçalves que refere que lhe interessa “esta ideia de gestos pequenos poderem gerar mudanças gigantes”, algo que a Volta traz. “Devolver embalagens para que ganhem uma nova vida. Porque no fundo se cada um faz a sua parte, é possível transformar o planeta em que todos vivemos!”, acrescenta.
Presente em televisão, rádio, digital, instore media, marketing de influência, branded content, ações de proximidade junto dos pontos de recolha e assessoria de imprensa, a campanha contou com o planeamento de meios da Wavemaker e estratégia de comunicação e assessoria de imprensa da ALL Comunicação.
Depois de uma primeira fase da estratégia de comunicação focada na pedagogia e no enquadramento do sistema, esta nova etapa pretende incentivar a experimentação no dia a dia do sistema que abrange embalagens de bebidas de plástico, metal e alumínio até três litros, funcionando através de um mecanismo simples: o consumidor paga um depósito de 10 cêntimos no momento da compra e recupera esse valor quando devolve a embalagem num ponto autorizado. O objetivo passa por aumentar as taxas de recolha seletiva e aproximar Portugal das metas europeias, que apontam para 90% de recolha destas embalagens até 2029.
“Com a entrada em funcionamento do sistema entramos agora numa fase muito importante: a da experimentação. Queremos que os portugueses reconheçam o símbolo volta nas embalagens, percebam como funciona o sistema e integrem este gesto no seu dia a dia. O sistema arranca com cerca de 2.500 Pontos volta, em supermercados e hipermercados, estimando-se um crescimento para mais de 3.000 nos próximos meses. A rede de recolha será próxima para que este gesto seja simples para todos. Cada embalagem devolvida é um passo concreto para garantir que os materiais permanecem no ciclo e ganham uma nova vida”, diz Lia Oliveira, diretora de marketing e comunicação da Volta, citada em comunicado.
Como funciona o sistema
O SDR aplica-se a embalagens de bebidas de uso único em plástico, alumínio e aço, sendo que no momento da compra, o depósito é cobrado separadamente do preço do produto e identificado na fatura. Depois de consumido o produto, o consumidor pode devolver a embalagem em máquinas automáticas instaladas em supermercados, pontos de recolha manual em lojas ou em quiosques dedicados em zonas de grande circulação, numa infraestrutura que inclui cerca de 2.500 máquinas e milhares de pontos de recolha espalhados pelo país, numa operação logística de escala nacional.
Para receber o dinheiro de volta, os consumidores precisam assim apenas de entregar as embalagens vazias num Ponto de Recolha em condições de serem aceites, podendo escolher como querem o reembolso, em formato voucher convertível em dinheiro, voucher de desconto em loja, cartão de fidelização, doação ou soluções digitais futuras.
Para ser aceite no sistema das máquinas, cada embalagem tem de ter o símbolo Volta, estar intacta, não pode estar espalmada, não ter líquido, ter tampa e um código de barras legíveis, não sendo necessário as mesmas estarem lavadas, devendo o consumidor apenas assegurar que estão vazias e em condições que permitam a sua identificação.
As máquinas dos Pontos Volta, automáticas, aceitam uma embalagem de cada vez, sendo que, após leitura para garantir que faz parte da Volta, a embalagem é recolhida e esmagada, sendo no final apresentadas as opções de reembolso. Já os Quiosques Volta permitem a recolha de grandes quantidades de uma só vez.
O arranque do sistema será faseado, pelo que entre 10 de abril e 9 de agosto, apenas as embalagens com o símbolo “Volta” estarão abrangidas pelo depósito e reembolso, enquanto as restantes continuam a ser encaminhadas para o ecoponto amarelo. A partir dessa data, o sistema torna-se universal para todas as embalagens elegíveis colocadas no mercado, uma vez que passam todas a contar com o símbolo Volta.
Até 9 de agosto, poderão encontrar-se ambas as embalagens à venda, uma vez que se encontra a decorrer o período de transição, mas se a embalagem não estiver identificada com o símbolo Volta, não será cobrado o valor de depósito, assim como não será aceite nos Pontos Volta.
A entrada em vigor do Volta representa uma transformação profunda na cadeia de valor das bebidas embaladas, sendo que para as marcas, o SDR implica uma reformulação de embalagens para garantir compatibilidade com o sistema e adaptação de rotulagem, com códigos e símbolos específicos. Já para os retalhistas, o desafio é sobretudo operacional, nomeadamente com a instalação de máquinas de recolha, reorganização de espaços, formação de equipas e integração dos sistemas de reembolso.














