Vasco Palmeirim transforma-se em lata para explicar o novo Sistema de Depósito e Reembolso

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10/04/2026
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Vasco Palmeirim transforma-se em lata para explicar o novo Sistema de Depósito e Reembolso

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O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) de embalagens de bebidas de uso único entrou esta sexta‑feira em funcionamento, arranque que é assinalado com o lançamento da campanha “Agora as garrafas de plástico e latas têm v de volta”.

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A campanha, assinada pela Dentsu Creative Portugal, conta com Vasco Palmeirim e Inês Lopes Gonçalves, que assumem, literalmente, os papéis de uma lata de metal e de uma garrafa de plástico. O objetivo passa por explicar, de forma “simples e próxima”, como funciona o sistema e a sua importância.

“Estou muito contente por dar a cara e voz pela volta! É simples, encaixa facilmente no nosso dia a dia e tem um impacto real. No fundo, é uma forma de retribuir ao planeta… com a vantagem de ainda recebermos algo em troca. Poder comunicar isto de forma leve e com humor, mas com uma mensagem importante por trás, dá-me um gozo enorme. Além do mais, permite-me voltar a trabalhar com a Inês. Conhecemo-nos há mais de 20 anos e não fazia ideia de que ela tinha alma de garrafa”, diz Vasco Palmeirim, citado em comunicado.

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Já Inês Lopes Gonçalves que refere que lhe interessa “esta ideia de gestos pequenos poderem gerar mudanças gigantes”, algo que a Volta traz. “Devolver embalagens para que ganhem uma nova vida. Porque no fundo se cada um faz a sua parte, é possível transformar o planeta em que todos vivemos!”, acrescenta.

Presente em televisão, rádio, digital, instore media, marketing de influência, branded content, ações de proximidade junto dos pontos de recolha e assessoria de imprensa, a campanha contou com o planeamento de meios da Wavemaker e estratégia de comunicação e assessoria de imprensa da ALL Comunicação.

Depois de uma primeira fase da estratégia de comunicação focada na pedagogia e no enquadramento do sistema, esta nova etapa pretende incentivar a experimentação no dia a dia do sistema que abrange embalagens de bebidas de plástico, metal e alumínio até três litros, funcionando através de um mecanismo simples: o consumidor paga um depósito de 10 cêntimos no momento da compra e recupera esse valor quando devolve a embalagem num ponto autorizado. O objetivo passa por aumentar as taxas de recolha seletiva e aproximar Portugal das metas europeias, que apontam para 90% de recolha destas embalagens até 2029.

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“Com a entrada em funcionamento do sistema entramos agora numa fase muito importante: a da experimentação. Queremos que os portugueses reconheçam o símbolo volta nas embalagens, percebam como funciona o sistema e integrem este gesto no seu dia a dia. O sistema arranca com cerca de 2.500 Pontos volta, em supermercados e hipermercados, estimando-se um crescimento para mais de 3.000 nos próximos meses. A rede de recolha será próxima para que este gesto seja simples para todos. Cada embalagem devolvida é um passo concreto para garantir que os materiais permanecem no ciclo e ganham uma nova vida”, diz Lia Oliveira, diretora de marketing e comunicação da Volta, citada em comunicado.

Como funciona o sistema

O SDR aplica-se a embalagens de bebidas de uso único em plástico, alumínio e aço, sendo que no momento da compra, o depósito é cobrado separadamente do preço do produto e identificado na fatura. Depois de consumido o produto, o consumidor pode devolver a embalagem em máquinas automáticas instaladas em supermercados, pontos de recolha manual em lojas ou em quiosques dedicados em zonas de grande circulação, numa infraestrutura que inclui cerca de 2.500 máquinas e milhares de pontos de recolha espalhados pelo país, numa operação logística de escala nacional.

Para receber o dinheiro de volta, os consumidores precisam assim apenas de entregar as embalagens vazias num Ponto de Recolha em condições de serem aceites, podendo escolher como querem o reembolso, em formato voucher convertível em dinheiro, voucher de desconto em loja, cartão de fidelização, doação ou soluções digitais futuras.

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Para ser aceite no sistema das máquinas, cada embalagem tem de ter o símbolo Volta, estar intacta, não pode estar espalmada, não ter líquido, ter tampa e um código de barras legíveis, não sendo necessário as mesmas estarem lavadas, devendo o consumidor apenas assegurar que estão vazias e em condições que permitam a sua identificação.

As máquinas dos Pontos Volta, automáticas, aceitam uma embalagem de cada vez, sendo que, após leitura para garantir que faz parte da Volta, a embalagem é recolhida e esmagada, sendo no final apresentadas as opções de reembolso. Já os Quiosques Volta permitem a recolha de grandes quantidades de uma só vez.

O arranque do sistema será faseado, pelo que entre 10 de abril e 9 de agosto, apenas as embalagens com o símbolo “Volta” estarão abrangidas pelo depósito e reembolso, enquanto as restantes continuam a ser encaminhadas para o ecoponto amarelo. A partir dessa data, o sistema torna-se universal para todas as embalagens elegíveis colocadas no mercado, uma vez que passam todas a contar com o símbolo Volta.

Até 9 de agosto, poderão encontrar-se ambas as embalagens à venda, uma vez que se encontra a decorrer o período de transição, mas se a embalagem não estiver identificada com o símbolo Volta, não será cobrado o valor de depósito, assim como não será aceite nos Pontos Volta.

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A entrada em vigor do Volta representa uma transformação profunda na cadeia de valor das bebidas embaladas, sendo que para as marcas, o SDR implica uma reformulação de embalagens para garantir compatibilidade com o sistema e adaptação de rotulagem, com códigos e símbolos específicos. Já para os retalhistas, o desafio é sobretudo operacional, nomeadamente com a instalação de máquinas de recolha, reorganização de espaços, formação de equipas e integração dos sistemas de reembolso.






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