Uma história com 3.000 anos está a dominar o marketing e as marcas não querem ficar de fora: andam todas atrás de “A Odisseia”

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Sandra M. Pinto
10/08/2026
16:56
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Sandra M. Pinto
10/08/2026
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Uma história com 3.000 anos está a dominar o marketing e as marcas não querem ficar de fora: andam todas atrás de “A Odisseia”

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A chegada aos cinemas de “A Odisseia”, o mais recente projeto de Christopher Nolan, está a afirmar-se como muito mais do que um momento cinematográfico. A adaptação do clássico de Homero transformou-se num fenómeno cultural e, sobretudo, num exemplo relevante de como o entretenimento pode ativar marcas e gerar valor no território do marketing.

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Com uma narrativa com quase três mil anos, A Odisseia volta a provar que as histórias mais duradouras são aquelas que conseguem reinventar-se. Ao reinterpretar o mito à luz de uma linguagem contemporânea, o filme conseguiu captar a atenção de novas gerações e posicionar-se como um tema de conversa transversal, antes, durante e depois da sua estreia.

Para além do peso do realizador e de um elenco que inclui nomes como Matt Damon, Tom Holland, Zendaya e Robert Pattinson, o sucesso do projeto está também na forma como construiu um universo próprio. Um território narrativo que rapidamente ultrapassou o cinema para entrar no imaginário coletivo.

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Este fenómeno reforça uma das principais tendências do marketing atual: o valor das propriedades intelectuais capazes de se tornarem linguagem cultural. Mais do que serem lembradas, estas histórias passam a integrar a forma como as pessoas interpretam o mundo — abrindo espaço para novas formas de comunicação por parte das marcas.

Fiel à sua abordagem, Nolan voltou a apostar em formatos imersivos como o IMAX e em efeitos práticos, privilegiando cenários reais e construções físicas em detrimento do uso exclusivo de CGI. Esta opção não só reforça a experiência cinematográfica, como se transforma numa ferramenta de comunicação.

O impacto cultural de A Odisseia abriu espaço para que várias marcas se associassem à tendência. Empresas como a Burger King ou a Crocs foram algumas das que ativaram campanhas inspiradas no universo do filme.

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Estas iniciativas mostram que o sucesso não está apenas em “surfar” a tendência, mas em fazê-lo de forma coerente com a identidade de marca. As ativações mais eficazes foram aquelas que reinterpretaram o imaginário da obra, acrescentando valor à conversa em vez de a replicar.

O caso de A Odisseia evidencia uma mudança clara no papel do conteúdo: de produto de entretenimento para plataforma cultural. Para as marcas, o desafio passa por identificar estes momentos e encontrar formas relevantes de participação.

Num cenário onde a atenção é cada vez mais disputada, a capacidade de integrar storytelling, timing e autenticidade torna-se determinante. E, como demonstra Nolan, até as histórias mais antigas podem ser o ponto de partida para as estratégias mais atuais.






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