Twitter está de volta. Ou estava: X faz de tudo para travar regresso da antiga marca

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Marketeer
07/09/2026
21:02
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Twitter está de volta. Ou estava: X faz de tudo para travar regresso da antiga marca

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O Twitter voltou à internet no final de agosto, com o nome, as cores e um novo pássaro azul. A experiência, no entanto, durou poucos dias, uma vez que uma decisão judicial deu ao X. de Elon Musk, uma primeira vitória na disputa pela antiga marca e obrigou a nova plataforma a abandonar o nome Twitter.

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A história começou com a Operation Bluebird, uma startup criada, entre outros, por Stephen Coates, antigo responsável jurídico e membro do conselho de administração do Twitter. Depois de Elon Musk ter adquirido a rede social em 2022 e de a ter rebaptizado como X em 2023, a empresa defendeu que a antiga marca Twitter tinha sido abandonada e decidiu tentar recuperá-la. Em agosto, lançou a rede social Twitter.now.

A proposta recuperava vários elementos reconhecíveis do Twitter original, sendo que o novo serviço apresentava uma identidade baseada no azul e num pássaro semelhante ao antigo logótipo, embora com um desenho diferente. A própria página apresentava a indicação de que não tinha qualquer ligação à X.

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Mas a Operation Bluebird procurou diferenciar o projeto para lá da nostalgia, tendo a nova plataforma sido apresentada como uma espécie de praça pública digital assente em confiança, transparência e maior controlo dos utilizadores sobre o que aparece nos seus feeds. Uma das principais diferenças era a Vera, uma ferramenta de inteligência artificial baseada no Gemini, destinada a analisar a veracidade das publicações e a fornecer informação sobre a sua credibilidade.

A startup defendia ainda o princípio de “liberdade de expressão, não liberdade de alcance”, onde os utilizadores poderiam publicar conteúdos dentro das regras, mas isso não significaria necessariamente que conteúdos falsos ou prejudiciais fossem promovidos pelo algoritmo. O projeto chegou a disponibilizar acesso antecipado mediante um pagamento de 20 dólares.

A estratégia, contudo, assentava numa questão jurídica ainda por resolver: podia a Operation Bluebird usar a marca Twitter depois de a X ter abandonado esse nome? A X processou a empresa, argumentando que a startup estava a tentar apropriar-se da conhecida marca, do logótipo e de outros elementos associados ao antigo Twitter. A Operation Bluebird, por seu lado, sustentava que a mudança para X significava que esses direitos tinham sido abandonados.

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O juiz Colm Connolly, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos do Delaware, decidiu parcialmente a favor do X. A decisão concedeu à empresa de Musk uma providência cautelar que impede a Operation Bluebird de utilizar ou registar marcas relacionadas com “Twitter” que possam ser confundidas com as antigas marcas da plataforma.

A decisão, no entanto, não representa uma vitória total para o X. Segundo a Operation Bluebird, o tribunal recusou a pretensão do X relativamente às marcas “Tweet” e ao antigo pássaro azul, permitindo à startup continuar a utilizá-los. A empresa reagiu rapidamente e, no dia seguinte, anunciou a mudança do nome da plataforma de Twitter.now para Tweet.app.

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