Trump avança com nova batalha contra a imprensa: acusa Wall Street Journal de difamação e exige 10 mil milhões de dólares

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28/05/2026
14:35
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Trump avança com nova batalha contra a imprensa: acusa Wall Street Journal de difamação e exige 10 mil milhões de dólares

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Donald Trump voltou a avançar com um processo judicial de pelo menos 10 mil milhões de dólares contra o The Wall Street Journal, reacendendo o confronto entre o líder republicano e parte da imprensa norte-americana, em torno do caso Jeffrey Epstein.

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Segundo a agência Reuters, o Presidente norte-americano reapresentou a ação judicial depois de um juiz federal ter rejeitado a versão anterior da queixa por falhas processuais e insuficiência na demonstração do chamado “actual malice”, requisito legal exigido nos Estados Unidos para figuras públicas em processos de difamação.

O caso remonta a uma reportagem publicada pelo Wall Street Journal em julho do ano passado, na qual o jornal alegava que Trump teria enviado uma carta de teor sexualmente sugestivo a Epstein, integrada num álbum comemorativo do seu 50.º aniversário. Trump nega a autenticidade do documento e acusa o jornal de publicar informação “falsa” e “maliciosa” com o objetivo de prejudicar a sua reputação.

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A nova ação judicial, apresentada num tribunal federal de Miami, mantém como arguidos a editora Dow Jones & Company, a News Corp, o empresário Rupert Murdoch, o CEO Robert Thomson e dois jornalistas do Wall Street Journal.

Na decisão anterior, o juiz Darrin Gayles concluiu que Trump não tinha conseguido demonstrar de forma plausível que o jornal atuara com intenção deliberada de difamar ou com “desprezo temerário” pela verdade dos factos publicados, naquele que é um dos critérios centrais da legislação norte-americana sobre difamação envolvendo figuras públicas. Ainda assim, o magistrado permitiu que a equipa jurídica do Presidente reformulasse e reapresentasse a queixa.

Este é mais um processo que se junta à ofensiva judicial mais abrangente de Trump contra vários órgãos de comunicação social, numa estratégia que críticos classificam como uma tentativa de pressão sobre os media e de combate àquilo que o republicano descreve frequentemente como “fake news”.

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Em fevereiro, por exemplo, um juiz norte-americano rejeitou o pedido da BBC para arquivar o processo de difamação no valor de 10 mil milhões de dólares movido por Donald Trump contra a emissora pública britânica, numa decisão que abriu caminho para que o caso siga para julgamento, marcado para fevereiro de 2027.




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