TRENDWATCHING: TOP 10 de ideias de negócios para 2010

Ao longo da época natalícia, revimos todas as ideias empresariais novas e inteligentes que cobrimos em 2009 e seleccionámos 10 ideias que, acreditamos, darão aos empreendedores muitas oportunidades em 2010. Claro que foi um enorme desafio escolher apenas 10 de uma enorme variedade de conceitos inovadores. Espero que achem a nossa selecção tão inspiradora como nós!

1. Produção de comida em pequena escala com modelos de subscrição

O último ano viu um enorme aumento nos fornecedores de comida móveis, inovadores e de luxo que trabalham com camiões e vendem de tudo, de gelados de luxo a tacos coreanos. Com um investimento ainda mais baixo, a próxima vaga pode ser um serviço de subscrição culinária em pequena escala, que permite aos empreendedores inexperientes entrarem no negócio alimentar e criarem um rendimento contínuo e uma base de clientes leais para futuras actividades empresariais.

Milk Made

 

 

A Manhattan Milk Company trouxe de novo aos nova-iorquinos as entregas à porta de leite engarrafado. Agora, outra empresa local espera aproveitar o mesmo mercado. A ser lançada oficialmente em breve, a Milk Made oferece aos nova-iorquinos a oportunidade de terem todos os meses um quartilho de gelado acabado de fazer entregue à porta de casa. O serviço funcionará apenas através de subscrição e dará aos seus membros a hipótese de submeterem ideias para sabores, verem como é feito o gelado e frequentarem festas de gelado da Milk Made. O preço do serviço ainda está a ser definido e a Milk Made espera conseguir gerir cerca de 50 membros.

De que tipo de gelado estamos a falar? É isso mesmo: gelados locais e orgânicos. Os ingredientes vêm de agricultores locais, por isso os sabores podem variar consoante a época do ano. Por mês existirão cinco sabores, todos pormenorizados num menu que é enviado a todos os membros. Os exemplos de sabores incluem Maple Pancake, Berry-Berry Cobbler e Pea-nut Butter Brown Sugar, todos caseiros e feitos pelos fundadores da empresa no seu apartamento em East Village.

2. Publicidade de baixo impacto

Ao perceber que as preocupações ecológicas estão para ficar, a agência de comunicação britânica Curb oferece publicidade de baixo impacto. O seu primeiro serviço usou água da chuva para “desenhar” logótipos limpos em pavimentos sujos e rapidamente se seguiram outras técnicas que usam areia, água do mar, erva, fungos que brilham no escuro e outras para publicitar as mensagens dos seus clientes numa maneira amiga do ambiente.

Curb

 

 

Da última vez que falámos na Curb (a agência de comunicação natural), a empresa estava a promover o Aquário de Londres ao imprimir o seu logótipo em superfícies da cidade com água do mar. Agora, mesmo a tempo do Natal, a Curb lançou a

sua última inovação de baixo impacto. O GlowFungi, também conhecido como DiscoFungi, é uma ferramenta de marketing que usa bactérias que brilham no escuro. O brilho inofensivo da bactéria é uma reacção natural que não exige químicos e que pode durar até uma semana. Para criar um trabalho brilhante, a Curb acrescenta bactérias bioluminiscentes a placas de petri, uma cama de cogumelos ou um gel que pode ser aplicado directamente em qualquer superfície, dentro ou fora de quatro paredes.

A Curb enviou postais de Natal em placas de petri a 20 clientes e agências do Reino Unido. Que marca será a primeira a criar uma campanha nocturna com DiscoFungi? Manter–vos-emos informados.

3.  Aparelhos que controlam a saúde

De fitas para a cabeça que analisam os padrões de sono a aparelhos que verificam todos os movimentos, um número cada vez maior de opções está disponível para todos os que queiram controlar os seus comportamentos relacionados com a saúde. Registando e comunicando informações pormenorizadas que anteriormente só se obtinham através de monitorização médica, a maioria destes aparelhos ainda não está disponível em todo o mundo, o que cria uma miríade de oportunidades para distribuidores e versões locais.

Zeo

 

Os consumidores já podem controlar os seus padrões de sono com aparelhos como o Fitbit e o DirectLife, ou serviços basea-dos na internet como o TheCarrot.com. Enquanto que essas ferramentas incluem o sono entre vários dados sobre a saúde, o Zeo concentra-se apenas no sono com o objectivo de ajudar os utilizadores a melhorarem a qualidade do seu descanso.

 

Depois de cinco anos de desenvolvimento, o sistema Zeo Personal Sleep Coach inclui uma fita para a cabeça sem fios, um aparelho para colocar na mesa-de-cabeceira, um conjunto de ferramentas online analíticas e um programa personalizado por e-mail. Todas as noites os utilizadores usam a fita leve e suave de tecido que analisa com precisão e segurança os padrões de sono através de sinais eléctricos produzidos naturalmente pelo cérebro. Esses dados são transmitidos para um receptor na mesa-de-cabeceira que mostra o “ZQ” do utilizador (a classificação pessoal de sono) quando este acorda. Um gráfico mostra o sono leve, profundo e REM, enquanto as comparações com dados anteriores (a unidade consegue armazenar os dados de duas semanas) podem revelar outras tendências e padrões.

O mais emocionante para todos aqueles que têm dificuldade em acordar talvez seja o alarme SmartWake da Zeo, que usa os padrões de sono do cliente para identificar um acordar natural dentro de meia hora de qualquer horário especificado. O resultado, segundo a Zeo, é um acordar mais fácil.

Para uma análise das tendências de sono a longo prazo, todos os dados registados pelo sistema da Zeo podem ser transferidos da unidade da mesa-de-cabeceira para um cartão de memória SD e descarregado para o site myZeo Personal Coaching, onde os utilizadores podem usar ferramentas on-line para descobrirem correlações entre os seus estilos de vida e os seus padrões de sono. O elemento final do pacote Zeo é o 7 Step Sleep Fitness Program, um programa personalizado de sono que pede aos utilizadores que definam os seus objectivos para o sono e depois oferece estratégias personalizadas para os ajudar a atingir esses objectivos.

O sistema Zeo custa actualmente 249 dólares, mais 7,95 dólares por mês para um seguimento guiado, ou 349 dólares com seguimento para toda a vida.

Actualmente, a Zeo, com base em Massachusetts, só envia para os Estados Unidos e Porto Rico. Será que precisa de parceiros para outros países?

4. Lojas, cafés e máquinas de amostras

A oferta sofisticada de amostras (chamada de “tryvestising” pela trendwatching.com) não é algo novo. Mas estão a crescer os espaços dedicados que facilitam a oferta de amostras de uma variedade de marcas, atraindo consumidores através da oferta irresistível de bens gratuitos. Depois de lojas de amostras em Espanha, cafés de amostras em Tóquio e máquinas automáticas de amostras na Bélgica, suspeitamos que este conceito se vai espalhar ainda mais em 2010.

Esloúltimo

 

Tendo em conta a popularidade dos laboratórios de “tryvertising” na Ásia, era só uma questão de tempo até estes surgirem noutras partes do globo. Descobrimos um em San Diego pouco tempo depois da Sample Lab dar início à sua expansão global, e há pouco ficámos a saber do Esloúltimo, em Barcelona, que já planeia abrir uma segunda loja em Madrid.

 

Os consumidores espanhóis interessados em testar os últimos produtos só precisam de pagar 5 euros de seis em seis meses pelo direito a experimentar cinco novos produtos a cada duas semanas no Esloúltimo. Não há outro qualquer pagamento pelas amostras e não há nenhum questionário enorme a preencher. Em vez disso, os consumidores só têm de indicar por que escolheram aquelas amostras e não outras. O Esloúltimo tem à disposição comida, cosméticos e mobiliário, além de inovações tecnológicas que podem experimentar

dentro da loja. As longas filas e esperas de quatro horas dominaram a abertura da loja da Esloúltimo em Barcelona em Outubro, o que fez com que a loja passasse a exigir reservas com antecedência.

O Esloúltimo foi uma ideia do Guia de Tendencias, uma empresa de pesquisa de mercado que planeia abrir a loja de Madrid em Fevereiro, de acordo com o blogue Compradiccion. Quem será o primeiro a servir uma massa de “tryservers” na sua zona?

5.  Painéis solares e turbinas eólicas

Enquanto a maioria dos proprietários de residências gostariam, na teoria, de gerar a sua própria energia eólica ou solar, muitos sentem-se desencorajados não só pelo custo, mas pelo impacto estético das turbinas eólicas e dos painéis solares. Para resolver esse problema, alguns engenheiros estão a criar novas opções que se misturem no ambiente. Eis dois exemplos promissores: turbinas eólicas para telhados que quase desaparecem ao longo do topo do telhado e painéis solares com a forma de telhas tradicionais. Existem aqui muitas oportunidades para a próxima década, tanto na distribuição como no desenvolvimento de produtos semelhantes.

Solé Power Tile

 

Converter energia solar significa cobrir um telhado de painéis solares. Não necessariamente: a empresa SRS Energy de Filadélfia desenvolveu o Solé Power Tile, telhas concebidas para converter com sustentabilidade a luz do sol em electricidade sem comprometer a estética. As telhas azuis escuras, fabricadas pela SRS Energy, são etiquetadas e distribuídas pela US Tile e especificamente criadas para serem compatíveis com as telhas de barro fabricadas pela US Tile.

 

Os clientes que comprarem telhas de barro terão a opção de colocar as Solé Power Tiles numa secção do telhado. Quando instalado, o sistema pode compensar uma grande parte dos custos energéticos do proprietário da casa – já para não falar de uma consciência mais tranquila em termos de carbono. As telhas estão disponíveis nos selectivos mercados da Costa Oeste e está prevista a sua expansão para todo o país na Primavera de 2010.

A SRS Energy afirma que as telhas Solé, feitas de polímero de alta performance, usado muitas vezes em carrinhos de choque, são leves, inquebráveis e recicláveis. A tecnologia solar flexível da United Solar Ovonic está colocada no interior de cada telha, permitindo-lhes funcionar de forma independente. Entretanto, o desempenho do sistema como um todo é controlado à distância pela SRS Energy e pela US Tile. O director de engenharia da SRS Energy é J. D. Albert, que também desenvolveu a tecnologia da tinta electrónica utilizada no Kindle da Amazon e no Reader da Sony.

O mais atractivo no sistema Solé Power Tile que Albert e a sua equipa produziram é que facilita a escolha ecológica dos consumidores sem terem de escolher um produto que consideram pouco apelativo. Com mais estilos de telhas e cores na calha, a SRS Energy pode em breve aproveitar uma grande parte da tendência ecológica, assim como qualquer outra empresa que retire os elementos dissuasivos da tecnologia sustentável.

6. Vendas rotativas em aeroportos e em centros comerciais

As vendas temporárias ainda permanecem fortes, mas chegou uma alternativa nova: as vendas rotativas. Eis dois exemplos: abre brevemente no aeroporto de Glasgow a Planeshop, uma loja permanente onde as marcas terão um tempo de vida limitado e que muda o seu exterior e interior de forma a coincidir com a sua identidade. E na Holanda, a BrandNew Stores quer transformar as lojas “pop-up” num conceito de cadeia, criando espaços fixos onde as marcas se podem apresentar temporariamente num ambiente de venda regular.

Planeshop

 

Ideia original do fundador da Vacant (que provavelmente foi a primeira loja “pop-up” da altura), a Planeshop é vista como uma loja permanente com um conceito de venda flexível. As marcas dominam a loja durante um tempo limitado, alterando inclusive o grafismo exterior da loja de forma a coincidir com a sua identidade. Actualmente, os clientes são convidados a votar pelas marcas que mais gostariam de ver nesse papel. Ainda não se sabe quanto tempo as marcas estarão disponíveis, mas assim que o tempo se esgotar, outra marca chegará e dominará a loja, assegurando que há sempre algo de novo no espaço.

 

A Planeshop também disponibilizará o Planemix, uma selecção de faixas de música digitais que se podem descarregar e que mudam todos os meses, e o Foodflight, uma selecção de tapas e sangria para levar ou comer no local

O conceito de venda flexível da Planeshop tem o processo de patente em análise, afirma a empresa, e parece provável que as empresas estejam actualmente a fazer fila para terem

um lugar no poleiro rotativo da loja. Um lugar que deseja… ou que deve aproveitar?

7 Agricultura remota para consumidores

De acordo com a Wikipedia, o jogo de simulação FarmVille tornou-se a aplicação mais popular no Facebook, com 73,8 milhões de utilizadores activos em Janeiro de 2010. Uma start-up italiana está a oferecer aos consumidores uma forma de controlarem remotamente uma parcela de terra que lhes forneça colheitas comestíveis: Le Verdure Del Mio Orto, que deixa qualquer pessoa criar um jardim orgânico a partir de um browser da internet. À medida que as colheitas crescem, são apanhadas e enviadas ao consumidor no espaço de 24 horas. O pacote inclui entregas semanais.

Le Verdure Del Mio Orto

 

 

 

 

«Já se esqueceu de onde vêm os vegetais que estão à sua frente?» É a pergunta que a empresa agrícola Azienda Agrícola Giancomo Ferraris faz aos possíveis clientes. Dando aos italianos a oportunidade de se ligarem de novo às origens da sua comida, a oferta online e inovadora da empresa deixa qualquer pessoa ter um jardim orgânico a partir do browser da internet.

Como funciona? Os utilizadores começam por escolher o tamanho do jardim consoante o número de pessoas que querem alimentar; (…)  Uma versão mais potente da agricultura comunitária, o Le Verdure Del Mio Orto capitaliza a sede dos clientes por alimentos locais e, num sentido mais amplo, por tudo o que seja fiel às suas raízes. Parece ser a altura certa para os agricultores de todas as variedades considerarem pôr de parte alguns lotes, acrescentar uma marca e logística e servir tudo isso aos citadinos com uma forte presença online. Claro que também está aqui uma boa oportunidade para as empresas inteligentes que queiram tomar conta dos elementos não agrícolas em nome do agricultor. Melhor ainda, contacte a Azienda Agrícola Giacomo Ferraris e pergunte se eles querem licenciar o sistema.

8. Ligar os consumidores criativos a produtores locais

Uma parceria entre a Ponoko da Nova Zelândia e a ShopBot Tool da Carolina do Norte, a 100k Garages é uma comunidade de workshops distribuída por todo o mundo e equipada com as ferramentas de produção digital necessárias para cortar, coser à máquina, perfurar e esculpir os componentes de quase todos os projectos criativos. A rede permite aos designers e consumidores transformarem as suas ideias em produtos físicos e cria novos negócios para pequenas workshops.

100k Garages

 

Lançada em Maio através de uma parceria entre a Ponoko da Nova Zelândia e a ShopBot Tools da Carolina do Norte, a 100k Garages é uma comunidade de workshops distribuída por todo o mundo e equipada com as ferramentas de produção digital necessárias para cortar, coser à máquina, perfurar e esculpir os componentes de quase todos os projectos criativos. Os “Criadores” (os que têm ideias) podem colocar no site produtos que gostariam de ver produzidos, incluindo o preço ideal e o prazo de entrega juntamente com desenhos e pormenores sobre cores, materiais, medidas, etc. O site contém o sistema “clique para fazer” da Ponoko e os criadores podem também procurar uma workshop por localização. Os “Fabricantes” (as workshop de pequena escala que possuem as ferramentas necessárias) podem depois licitar o produto com a sua oferta para fabricarem o produto. Os criativos negoceiam directamente com os fabricantes sobre os pormenores da transacção; assim que o criador envia o pagamento, o fabricante produz e entrega o produto. Depois do trabalho feito, os criadores podem classificar e criticar o fabricante em questão.

 

A 100k Garage, ao possibilitar que qualquer pessoa com uma ligação à internet obtenha algo personalizado e entregue a partir de milhares de fabricantes digitais locais, almeja usar “o empreendedorismo popular e a ingenuidade” para ajudar a “modernizar edifícios e infra-estruturas escolares, desenvolver alternativas amigas do ambiente ou simplesmente produzir produtos bons e novos para os nossos lares e negócios”. Algo que pode aproveitar para criar a sua próxima grande ideia?…

9. Pagar aos consumidores para promoverem produtos que usam e adoram

Como o trendwatching.com revelou no briefing SELLSUMERS, vender é o novo poupar: uma necessidade de dinheiro impulsionada pela recessão e com uma infra-estrutura crescente está a estimular conceitos que ajudam os consumidores normais a ganhar dinheiro em vez de o gastar. Uma das formas mais fáceis de o fazer é assumirem o papel do marketeer para produtos que já usam e adoram: da promoção de concertos das suas bandas preferidas a ajudar pequenas empresas a lançar produtos novos.

Hollrr

 

 

Actualmente em fase beta (só por convite), a Hollrr, uma empresa de Seattle, deseja ajudar as pequenas empresas a lançarem produtos novos. Para isso, ajuda os consumidores a espalharem a palavra sobre as marcas que, segundo eles, merecem ter sucesso – e recompensando-os por recrutarem clientes novos. Os fãs de um produto em particular começam por se juntar à sua Tribe of Followers (Tribo de Seguidores), como são conhecidos no site. Se ainda não houver uma para esse produto, podem ser os primeiros a sugeri-lo; a equipa da Hollrr falará então com o proprietário do produto para saber se estará interessado em participar. Assim que se cria uma Tribo, os fãs podem ajudar a promover o produto ao escreverem um endorsement, fazer o download de uma geringonça para o seu blogue ou página do Facebook e enviar um link para os amigos através do Twitter ou e-mail. As parcerias da Hollrr com as empresas por detrás dos produtos fazem com que os membros das Tribos sejam recompensados de duas formas. Nos casos em que o sistema de compensação permite à Hollrr controlar utilizadores individuais, os participantes são recompensados directamente por cada pessoa que carrega no endorsement e vai ao site do produto; ou então as compensações são divididas entre a Tribo, com a parte maior a ir para os primeiros a entrar na Tribo. (Quando é possível haver uma compensação directa, a Hollrr contribui para uma Tribo em separado dentro do próprio grupo.) Cada utilizador pode promover cinco produtos e os pagamentos são feitos por uma conta Amazon Flexible Payment.

Através de uma tecnologia que se integra facilmente com os programas existentes de filiação dos vendedores, a Hollrr é outro exemplo do terreno fértil em que se encontram a Generation C(ontent) e a Generation C(ash). As multidões adoram contribuir, mas só se houver alguma compensação é que se pode aproveitar todo o seu potencial. Actualmente, as compensações da Hollrr só estão disponíveis para consumidores dos Estados Unidos; valerá a pena adaptar o conceito para uma base localizada ou de nicho?

10. Saco não reutilizável que transforma os desperdícios humanos em fertilizante

Apesar desta lista ter números, gostamos de todas estas ideias por igual. Por isso, por fim mas não menos importante, uma solução possível para um problema com o qual 2,6 mil milhões de pessoas têm de lidar: o acesso a uma casa de banho. Concebido para usar sentado, agachado ou em pé, o saco Peepoo (biodegradável e não reutilizável) tem uma camada de ureia que desinfecta o desperdício. Os sacos usados são livres de odores durante pelo menos 24 horas e podem ser enterrados. Nas duas a quatro semanas após o seu uso, os seus conteúdos são convertidos em fertilizante de alta qualidade – algo tão raro em muitas áreas e que se pode tornar numa fonte de rendimentos e de enriquecimento de indivíduos e aldeias.

Peepoo bag

 

É um facto inegável que 40% da população mundial (cerca de 2,6 mil milhões de pessoas) não têm acesso regular a uma casa de banho. Se juntarmos a isso o facto de morrer uma criança a cada 15 segundos por contaminação de águas, não é difícil ver a motivação por detrás do Peepoo bag.

 

Um dos Objectivos de Desenvolvimento para o Milénio da ONU, definidos em 2000, é diminuir para metade a proporção de pessoas sem acesso sustentável a água potável e saneamento, mas até agora os progressos têm sido mínimos. Com isso em mente, a Peepoople sueca criou o saco Peepoo para servir como uma latrina pessoal, portátil e de custo baixo para as pessoas que não a têm. Concebido para usar sentado, agachado ou em pé, o saco mede 14 por 38 cm e tem uma camada de ureia que desinfecta o desperdício. Os sacos usados são livres de odores durante pelo menos 24 horas e podem ser enterrados. Nas duas a quatro semanas após o seu uso, os seus conteúdos são convertidos em fertilizante de alta qualidade – algo tão raro em muitas áreas e que se pode tornar numa fonte de rendimentos e de enriquecimento de indivíduos e aldeias. Os testes no terreno começaram o ano passado no Quénia e na Índia e o saco Peepoo deve começar a ser produzido este Verão.

Juntamente com esforços como a distribuição de mosquiteiros a crianças de zonas atacadas pela malária e o fim de taxas para uniformes escolares em países pobres, o saco Peepoo qualifica-se como um projecto de benefícios rápidos que poderia melhorar rapidamente as vidas de muitas pessoas. Um projecto que se chama atenção, ajuda e inspira!

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