Numa altura em que consumidores e reguladores exigem cada vez mais compromissos ambientais concretos, as marcas de grande consumo são hoje chamadas a assumir um papel mais ativo na proteção da biodiversidade e no combate às alterações climáticas. Para Joana Bandeira, brand manager da Nestum, essa responsabilidade vai muito além do discurso, uma vez que “as marcas têm o poder de impulsionar a mudança nas suas cadeias de abastecimento, investir em inovação sustentável a uma escala que poderá ser difícil para outros e usar o seu poder de comunicação para moldar comportamentos de consumo”.
É precisamente nesse enquadramento que surge a sexta edição da iniciativa “Juntos pelas Abelhas”, projeto através do qual a Nestum reforça o apoio ao setor apícola nacional. Este ano, pela primeira vez, a marca vai duplicar o número de colmeias doadas, passando de 300 para 600, ao alargar o apoio aos apicultores afetados pelas fortes tempestades de 2026. Das 600 colmeias, 300 serão destinadas às vítimas dos incêndios rurais enquanto as restantes 300 são para os produtores impactados pelos fenómenos climáticos extremos registados este ano.

Segundo explica a responsável à Marketeer a propósito do Dia Mundial das Abelhas, que se assinala esta quarta-feira, esta evolução demonstra a necessidade de adaptar as iniciativas de sustentabilidade à realidade ambiental atual. “O projeto não é estático”, afirma Joana Bandeira, explicando que a iniciativa começou por responder aos impactos dos incêndios florestais, mas que foi evoluindo para uma abordagem mais ampla de apoio à resiliência do setor apícola perante diferentes crises climáticas.
Desde 2021, “Juntos pelas Abelhas” já permitiu a doação de 2.200 colmeias, o equivalente potencial à introdução de mais de 100 milhões de abelhas no ecossistema português, num impacto que a marca considera relevante não apenas para a biodiversidade, mas também para a agricultura, dada a importância das abelhas no processo de polinização.
“Além disso, este projeto pretende criar um movimento de sensibilização para a importância desta espécie, uma vez que todas as pessoas podem contribuir de forma positiva para esta causa. Assim, pretendemos, também, educar os consumidores e as novas gerações sobre a importância de proteger as abelhas e acreditamos que a divulgação que fazemos sobre esta atividade é uma importante aliada na ação direta que temos no terreno com a colocação de novas colmeias”, diz Joana Bandeira.
Mas a aposta da Nestum passa também pela sensibilização e formação, sendo que, além do apoio direto aos apicultores, a iniciativa integra a Academia de Apicultura, criada para incentivar a renovação geracional do setor e formar novos profissionais. A primeira edição da academia contou com 50 participantes e pretende reforçar uma atividade considerada essencial para a preservação das colmeias e da produção de mel.
Para garantir a credibilidade e eficácia do projeto, a marca trabalha em parceria com a FNAP (Federação Nacional dos Apicultores de Portugal), a FENAPICOLA (Federação Nacional de Cooperativas Apícolas e de Produtores de Mel) e ainda com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), responsável pela definição dos critérios de elegibilidade e análise das candidaturas. “Estas parcerias garantem que o apoio é distribuído com base nas necessidades reais e urgentes do setor, assegurando que as colmeias chegam efetivamente aos apicultores mais afetados”, sublinha a brand manager da Nestum.
Questionada sobre o risco de iniciativas desta natureza serem percecionadas como greenwashing, Joana Bandeira destaca a continuidade do projeto e o impacto mensurável como fatores diferenciadores. “A consistência e longevidade da iniciativa, agora na sexta edição, bem como o envolvimento de entidades conceituadas do setor, ajudam a garantir autenticidade”, sublinha.
A iniciativa consiste também na “materialização local”, através de Nestum, da “estratégia global de sustentabilidade da Nestlé, que está assente na Criação de Valor Partilhado. “Com este projeto, a Nestlé cria valor ambiental, protegendo e restaurando a biodiversidade, uma vez que as abelhas são os polinizadores responsáveis por uma parte significativa da produção agrícola. Ao apoiar a apicultura e a reposição de colmeias, o projeto contribui diretamente para a resiliência dos ecossistemas agrícolas, ao mesmo tempo que protege um ingrediente importante para a marca (o mel) e apoia a comunidade local (apicultores)”, detalha Joana Bandeira.
A longo prazo, a ambição da marca passa por continuar a investir na preservação da biodiversidade e no fortalecimento do setor apícola em Portugal. “Na Nestum acreditamos que os pequenos gestos têm o poder de transformar o mundo e que cada um de nós pode fazer a sua parte para tornar o planeta num lugar mais sustentável, assim o nosso gesto para com este setor é essencialmente promover a biodiversidade, dado o impacto que as abelhas têm no planeta. O nosso principal contributo é o de assegurar a continuidade deste projeto e apostar na segunda edição da Academia, cujo principal objetivo é o de continuar a desenvolver um setor que precisa de se restabelecer e que para nós é tão importante, uma vez que é o principal ingrediente do nosso Nestum Mel”, conclui.














