Tivoli passa a Teatro Tivoli BBVA

tivoliO Teatro Tivoli passou ontem a chamar-se Teatro Tivoli BBVA.

O anúncio surge algumas semanas após a UAU ter adquirido este espaço, sito em plena Avenida da Liberdade, num negócio cujos valores Paulo Dias, administrador-geral da produtora, preferiu não avançar.

A parceria com o BBVA, prevista para os próximos 15 anos, garantirá a sustentabilidade financeira do Teatro Tivoli, permitindo não só o melhoramento das infra-estruturas como o reforço da programação. A associação ao teatro vem, por sua vez, responder à necessidade que o BBVA tinha de um espaço onde pudesse desenvolver «actividades não só de negócios, mas também culturais», garantiu Alberto Charro, administrador-delegado do BBVA para o mercado português.

A estratégia de naming, pioneira em Portugal no que toca a espaços culturais, faz-se acompanhar por uma mudança de identidade visual, que apresenta agora os traços da instituição bancária espanhola.

«O Teatro Tivoli é e será sempre uma sala de acolhimento. Apesar de ser a casa-mãe da UAU, vamos manter toda a programação das outras produtoras que cá estão e que vão continuar a estar. É, aliás, importantíssimo que assim seja, já que é vital para o sucesso financeiro do projecto», garantiu Paulo Dias. Paralelamente às actividades culturais, o Teatro Tivoli continuará também a ser palco de eventos, não só no seu Salão Nobre mas também em locais até agora sub-aproveitados, como um espaço com 1200 m2 em open space, fechado desde uma obra feita há alguns anos. A partir do próximo ano o espaço acolherá actividades paralelas ao teatro, que «não estão ainda definidas», refere Paulo Dias.

Os responsáveis não revelaram, no entanto, os valores envolvidos no projecto, por considerarem este denominador “inqualificável”. «Para nós o valor desta parceria é enorme. O custo é razoável», afirmou Alberto Charro, mantendo o secretismo.

«O mais importante é ter descoberto um parceiro com o qual vamos trabalhar durante 15 anos. Isto garante-nos que, durante este período, vamos mobilar o nosso teatro, pintá-lo, criar programação com ainda mais qualidade, vamos continuar a apostar nos produtos nacionais… Esse é o valor do patrocínio. Ajudar-nos a criar condições para fazermos mais e melhor cultura, mais e melhores espectáculos, num espaço cada vez mais bonito. E isto não tem valor», reforçou o administrador-geral da UAU. Garantido por Paulo Dias foi, igualmente, que o Teatro Tivoli terá «mais programação», com esta parceria. «Apesar de ser propriedade da UAU, o Teatro Tivoli é uma casa de acolhimento. Vamos alugar o espaço, mas se calhar vamos ser rigorosos com algumas das coisas que aqui se vão passar. Podemos não permitir que alguns espectáculos aqui se realizem se não tiverem, nomeadamente, padrões de qualidade. Vamos fazer mais teatro, ou transportá-lo para cá. Vamos crescer, certamente, na área do teatro. Mais teatro, mais alugueres, mais eventos, e o aproveitamento muito grande do Salão Nobre são os nossos objectivos. »

Reforçando os motivos da parceria, Paulo Dias asseverou que a colaboração com o banco garantirá ao Teatro Tivoli algum «sossego financeiro» e evitará o fechar de portas.

 

Daniela Domingos

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