TikTok enfrenta estreia turbulenta nos EUA: primeiros dias sob controlo norte-americano marcados por falhas e controvérsia

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Marketeer
02/02/2026
16:30
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TikTok enfrenta estreia turbulenta nos EUA: primeiros dias sob controlo norte-americano marcados por falhas e controvérsia

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A transição do TikTok para propriedade norte-americana, concluída a 22 de janeiro, não teve o início auspicioso que investidores, criadores de conteúdo e legisladores esperavam. Nos primeiros sete dias sob a nova direção — liderada por um consórcio de investidores dos Estados Unidos, com participação da Oracle — a popular plataforma de vídeos curtos foi abalada por uma série de falhas técnicas, desconfiança dos utilizadores e acusações de censura política.

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Logo após a mudança de propriedade, a empresa reviu os seus termos de privacidade para permitir uma recolha mais ampla de dados, incluindo a localização precisa dos utilizadores, mudança que suscitou desconfiança generalizada.

Alguns criadores de conteúdos, que dependem da plataforma, também expressaram inquietação e descontentamento com as alterações, com alguns a chegarem a reconsiderar a sua presença na rede social, refere o The Guardian.

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O episódio mais dramático ocorreu no fim de semana seguinte à concretização da aquisição, quando a tempestade de inverno “Fern” atingiu algumas regiões dos Estados Unidos. As infraestruturas da Oracle — que agora hospedam grande parte dos serviços do TikTok — foram afetadas por falhas elétricas, resultando em quedas de serviço significativas, o que levou os utilizadores a relatarem incapacidades de carregar conteúdo, vídeos que ficaram com “zero visualizações” e interrupções prolongadas no feed de atualizações.

Paralelamente às dificuldades técnicas, surgiram alegações de que o TikTok estaria a restringir ou a deixar de dar prioridade a vídeos que criticavam agentes federais e figuras políticas norte-americanas. Estas acusações ganharam particular relevância após um protesto em que autoridades migratórias dos EUA estiveram envolvidas na morte de um cidadão.

Também o senador Chris Murphy se juntou a criadores de conteúdo e celebridades na denúncia de possíveis práticas de censura, tendo o governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciado uma investigação oficial para apurar se os conteúdos foram, de facto, indevidamente restringidos.




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