Uma marca pode ter uma estratégia de comunicação coerente, uma presença digital consolidada e ainda assim ser descrita de outra forma por um chatbot. É esse novo problema que a theGarage quer ajudar a resolver com o Brand Perception Engine, uma ferramenta própria que audita a forma como modelos como ChatGPT, Gemini ou Claude percecionam e descrevem marcas e os seus líderes.
Desenvolvida internamente pela equipa de Intelligence & Influence da agência, a solução integra-se na metodologia Garage Intelligence e combina inteligência artificial com análise humana para avaliar a presença das marcas nos grandes modelos de linguagem.
A lógica parte de uma mudança na forma como os consumidores procuram informação, pois à medida que ferramentas de IA generativa passam a ser cada vez mais utilizadas para pesquisa, recomendação e descoberta de produtos e serviços, a resposta produzida por um LLM pode tornar-se mais uma camada na construção da perceção de uma marca.
O que é que a IA diz quando perguntam pela marca?
O Brand Perception Engine procura responder precisamente a essa questão. Através de um conjunto de procedimentos multidimensionais e escaláveis, a theGarage analisa como as narrativas associadas a uma marca são reproduzidas pelos modelos de linguagem e identifica eventuais divergências ou enviesamentos.
Mas a análise não se limita à presença ou ausência de uma marca. Segundo a agência, pode incluir variáveis como sentimento, recomendação, conhecimento, influência, notoriedade, credibilidade e legitimidade, tanto relativamente à empresa como aos seus principais representantes.
A ferramenta pode ainda analisar a perceção da marca relativamente a determinados temas ou contextos, permitindo identificar onde a narrativa apresentada pelos LLMs diverge do posicionamento que a organização pretende transmitir.
“80% dos utilizadores confiam em resumos gerados por IA para responder a, pelo menos, 40% das suas pesquisas do dia a dia. Quando, perante uma pergunta, a IA omite uma marca ou lhe atribui características negativas, essa marca perde presença diretamente na fase de consideração do consumidor. Os LLMs não avaliam uma empresa ou um líder apenas com base na informação disponível no seu website, mas também a partir de conteúdos disponibilizados online. Se a presença digital de uma empresa for inconsistente, a IA pode associá-la a atributos incorretos ou a problemas reputacionais do passado”, enquadra Mario Jiménez, CEO da theGarage, citado em comunicado.
“Com o Brand Perception Engine, conseguimos auditar esta nova realidade e dar às marcas a capacidade de recuperar o controlo sobre a sua narrativa, combinando o potencial tecnológico da ferramenta que desenvolvemos com o indispensável critério estratégico e humano da nossa equipa”, acrescenta.
Da auditoria à intervenção
O Brand Perception Engine não pretende ficar apenas pela identificação dos problemas, sendo que, depois da primeira fase de análise, a equipa de Intelligence & Influence desenvolve uma estratégia de atuação a partir das áreas de intervenção identificadas.
A metodologia da theGarage assenta em três dimensões. A primeira é a análise da influência nos LLMs, para avaliar o posicionamento e o alinhamento narrativo das marcas em modelos como Gemini, ChatGPT ou Claude.
A segunda corresponde à consultoria narrativa e discursiva, com o objetivo de reforçar a imagem e a perceção da marca nos diferentes modelos.
E a terceira é a implementação tática e estratégica, procurando melhorar a visibilidade e a perceção das marcas perante os sistemas de linguagem e tendo em conta as diferentes fontes utilizadas na construção das respostas.
A agência afirma ainda que os resultados podem ser avaliados em tempo real, permitindo acompanhar a evolução da influência da marca junto dos modelos.
Apesar da componente tecnológica, a theGarage sublinha que o critério humano continua a ter um papel central no processo, com a configuração da ferramenta, a interpretação dos dados e a definição dos planos de influência algorítmica a envolverem diferentes perfis das áreas de análise, negócio e gestão de contas. A metodologia pode ainda ser complementada por equipas de social media, marketing digital, relações públicas, criatividade ou paid media.
A ideia é combinar a capacidade de processamento e análise proporcionada pelas ferramentas desenvolvidas internamente com a interpretação estratégica dos profissionais que trabalham a reputação e comunicação das marcas.
A ferramenta poderá ser disponibilizada ao portefólio de mais de 70 clientes da theGarage, além de poder ser utilizada em ativações e intervenções específicas.
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