Super Bock e Coruja: manobra de marketing ou conflito real?

No início deste mês, alguns mupis de promoção da Coruja, a nova cerveja da Super Bock produzida com recurso à técnica dry hopping, começaram a ser pintados por um artista de rua que se apresenta ao mundo também como Coruja. As provocações foram sendo partilhadas pelo próprio no Facebook e Instagram.

Numa das primeiras publicações partilhadas pelo Coruja, o artista afirma que a Super Bock roubou a sua identidade para lançar um novo produto: “Super Bock, três cervejas com o meu nome e nem um obrigado? A Coruja sou eu. Já que não me convidaram, colei-me à vossa festa. Assim fica bem mais fixe. É uma espécie de royalties pelo hijack do nome.”

Se o objectivo era conseguir a atenção da Super Bock, missão cumprida. A marca afirma estar à procura do Coruja e até patrocinou uma publicação para que a sua busca chegue mais longe.

Toda a movimentação em torno deste tema tem, porém, levantado suspeitas de que se trate tudo de uma acção de marketing e que o Coruja (artista, não a cerveja) possa até nem existir. Os comentários na página da Super Bock continuam a acumular-se mas a busca parece ter acalmado. A última publicação do Coruja com referência à Super Bock aconteceu no passado dia 15.

A Marketeer tentou contactar a Super Bock para obter um esclarecimento mas, até ao momento, tal não foi possível.

Recorde-se que as cervejas Coruja foram lançadas no dia 28 de Fevereiro e que a publicidade da marca está entregue à Solid Dogma, agência fundada por Vhils e Pedro Pires.

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