A reputação das grandes marcas internacionais está sob pressão. O mais recente relatório Global RepTrak 100 2026 indica que várias empresas de referência registaram quedas significativas na perceção pública, refletindo um contexto global mais exigente e menos tolerante a falhas.
De acordo com dados da RepTrak Company, citados pela Merca20, marcas como Spotify, Nike e Harley-Davidson estão entre as que mais perderam reputação ao longo do último ano.
O estudo sublinha que a confiança dos consumidores se tornou mais difícil de conquistar e, sobretudo, de manter. Fatores como a crescente exigência em torno da transparência, o impacto social e ambiental das empresas e a rápida disseminação de informação através de múltiplos canais digitais estão a redefinir a forma como as marcas são avaliadas.
Num cenário marcado pela influência crescente da tecnologia — incluindo a inteligência artificial — e pela fragmentação mediática, a reputação corporativa deixou de depender apenas da notoriedade ou da comunicação institucional. Hoje, está diretamente ligada à coerência entre discurso, ação e valores.
Segundo a mesma análise, as marcas que registaram maiores quedas enfrentam desafios comuns, como dificuldades de adaptação às novas expectativas sociais, decisões estratégicas mal recebidas pelo público e uma menor capacidade de gerar ligação emocional com os consumidores.
Apesar deste cenário, o relatório evidencia também que algumas empresas continuam a destacar-se pela consistência e alinhamento com os seus públicos, reforçando a ideia de que a reputação é hoje um dos principais ativos estratégicos no posicionamento global.
Num mercado cada vez mais competitivo e escrutinado, a principal conclusão é clara: a reputação constrói-se de forma contínua, mas pode deteriorar-se rapidamente perante consumidores mais informados e exigentes.














