Sony vende divisão de computadores

 sony_2A Sony anunciou que chegou a acordo para a venda da sua unidade de computadores pessoais e da marca Vaio a um fundo de investimento japonês. A companhia nipónica revelou ainda um plano de reestruturação que vai resultar no corte de 5.000 postos de trabalho em todo o mundo.

Numa altura em que os smartphones e tablets são cada vez mais uma ameaça para as fabricantes de PC – o mercado global de computadores está em quebra há seis semestres consecutivos -, a Sony confirma os rumores que circulavam há algum tempo e vai deixar vai deixar de planear, desenhar e desenvolver produtos na área dos computadores pessoais. De acordo com a multinacional japonesa, que não revelou o montante envolvido na operação, o negócio com o fundo de investimento Japan Industrial Partners deverá estar concluído até ao próximo dia 1 de Julho.

Desta forma, a Sony irá concentrar-se na produção de smartphones e tablets, duas áreas em expansão no seio da companhia. A fabricante da Playstation 4 revelou ainda que pretende eliminar 1.500 postos de trabalho no Japão e 3.500 no resto do mundo até Março de 2015.

As medidas foram anunciadas depois de a Sony ter previsto um prejuízo líquido de 110 mil milhões de iénes (cerca de 801 milhões de euros) para o corrente exercício fiscal, que termina a 31 de Maio, e que compara com a anterior estimativa que apontava para lucros de 30 mil milhões de iénes.

Como parte do plano de redução de custos, a Sony prepara-se ainda dividir a sua unidade de televisores e geri-la de forma independente como uma subsidiária. A par da divisão de computadores pessoais, a área de negócio de televisores tem vindo a acumular prejuízos no seio da empresa, prejudicada pelo aumento da concorrência e pela tendência de quebra da procura mundial. Como resposta, a Sony tinha vindo a implementar algumas alterações na sua estratégia nesta área, como o foco nos modelos de gama alta.

De acordo com a Sony, o objectivo de fazer regressar quer a divisão de computadores pessoais quer a de televisores aos lucros não seria alcançado no decorrer deste ano fiscal. A companhia estima que a divisão de televisores chegue ao final do ano fiscal com um prejuízo de 25 mil milhões de iénes.

 

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