Dick Van Dyke, lendário ator e comediante norte-americano, celebra 100 anos atribuindo a sua longevidade ao otimismo e ao facto de nunca se deixar levar pela raiva. Embora a genética e o estilo de vida desempenhem um papel, estudos científicos confirmam a relação entre emoções positivas e maior expectativa de vida, escreve o portal Terra.
Investigadores acompanharam freiras desde os anos 1930 e concluíram que aquelas que expressaram mais emoções positivas na juventude viveram, em média, dez anos a mais do que as colegas mais pessimistas. Estudos do Reino Unido e dos Estados Unidos reforçam esta ligação, apontando que pessoas otimistas podem viver entre 11% e 15% mais do que os seus pares.
Uma das explicações está nos efeitos da raiva sobre o coração. A raiva provoca a libertação de hormonas do stress, como adrenalina e cortisol, que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, AVC e diabetes tipo 2 — responsáveis por cerca de 75% das mortes prematuras. Emoções positivas ajudam a controlar a raiva, protegendo o sistema cardiovascular.
A nível celular, o stresse acelera o encurtamento dos telómeros — estruturas nos cromossomas que protegem a informação genética — contribuindo para o envelhecimento. Técnicas de relaxamento, como meditação e yoga, desaceleram a respiração e reduzem a pressão sobre o coração, promovendo uma vida mais longa.
Além disso, pessoas otimistas tendem a manter hábitos mais saudáveis, como exercício físico regular e alimentação equilibrada. Dick Van Dyke, por exemplo, pratica atividade física pelo menos três vezes por semana.
Em suma, cultivar otimismo, gerir a raiva e adotar hábitos saudáveis pode não garantir 100 anos, mas certamente aumenta as probabilidades de uma vida mais longa e saudável.














