Será que sofre de apneia do WhatsApp?

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Internet, a invenção que veio mudar radicalmente a forma como trabalhamos, conversamos ou partilhamos, ao ponto de ser quase impossível imaginarmos um mundo sem a world wide web. Contudo, a efeméride serve também para pensarmos nas consequências psicológicas que decorrem do uso da Internet e das novas tecnologias: as chamadas “tecnopatologias”. Entre as principais, estão a apneia do WhatsApp, a depressão do Facebook ou a síndrome do Google.

As conclusões decorrem de uma análise aos comportamentos online de portugueses e espanhóis, realizada pela Guess What Comunicação, em parceria com a Evidentia Marketing e a agência de comunicação espanhola Torres & Carrera. De acordo com o estudo, a apneia do WhatsApp manifesta-se na ansiedade por consultar mensagens de maneira compulsiva, a depressão do Facebook na necessidade de ver perfis de outros utilizadores como forma de reduzir a tristeza ao recordar momentos felizes do passado e a síndrome do Google revela-se quando o cérebro não consegue recordar e esquece dados como consequência do uso frequente de motores de busca.

O estudo aponta ainda outras tecnopatologias: síndrome da chamada imaginária, que se desencadeia quando o nosso cérebro nos faz imaginar que ouvimos o som de um telefone a tocar; nomofobia, o nome que se dá à ansiedade e medo irracional da possibilidade de perder o telemóvel ou sair de casa sem ele; e hipersensibilidade electromagnética, um transtorno neurológico que afecta determinadas pessoas que reagem perante as radiações electromagnéticas não ionizantes como aquelas que são emitidas pelos telemóveis ou antenas de rádio.

“As denominadas ‘tecnopatologias’ estão apenas a um passo das doenças profissionais que acabarão por se consolidar, ainda que hoje se mantenham a meio caminho entre a patologia reconhecida e as manias pessoais. Estas condições são apenas exemplos das consequências que acarreta a saturação tecnológica a que estamos expostos hoje em dia”, conclui o estudo.

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