Sector privado representa quase dois terços do emprego na Saúde

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07/04/2026
09:02
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O sector da Saúde mostra sinais de vitalidade – pelo menos ao nível do emprego. De acordo com um relatório da Randstad Research, no último trimestre de 2025, o sector empregava 543 mil pessoas em Portugal, ou 10,1% do total da população empregada. Quase dois terços (63%) dos trabalhadores estão vinculados a empresas do sector privado.

O estudo da Randstad, divulgado no Dia Mundial da Saúde, que se celebra hoje (7 de Abril), mostra que o sector está numa “trajectória de crescimento sustentado”, consolidando-se como “um dos principais motores do mercado de trabalho nacional”. A empresa de recrutamento baseou-se nos dados nos dados mais recentes do INE, Eurostat e IEFP para elaborar o relatório.

Segundo a Randstad Research, os números de empregabilidade na Saúde têm vindo a subir desde a pandemia de Covid-19. Em 2019, o sector empregava cerca de 472,6 mil pessoas, o que significa que, nos últimos seis anos, foram gerados mais de 70 mil postos de trabalho. “Depois de uma ligeira contracção em 2024 (-1,2%), o sector registou uma recuperação expressiva ao longo de 2025, com um crescimento anual de 7,3%, que se intensificou progressivamente ao longo do ano”, salienta.

A análise por segmentos mostra que a área de saúde humana continua a ser o principal motor do emprego, concentrando 65,3% do total de trabalhadores, nomeadamente em hospitais, clínicas e consultórios. As actividades de apoio social com alojamento representam 23,1% – com especial relevância para estruturas de apoio a idosos e pessoas com deficiência –, enquanto o apoio social sem alojamento representa 11,6% do emprego do sector.

O estudo confirma ainda que a Saúde continua a ser o sector da economia portuguesa que emprega mais mulheres, com cerca de 81% dos profissionais a serem do sexo feminino, em “contraste com a distribuição equilibrada observada no total da economia”. “Ao mesmo tempo, trata-se de um sector altamente especializado, com 42,7% dos trabalhadores a desempenharem funções qualificadas, como médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde”, refere a Randstad.

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No que diz respeito ao tipo de vínculo, o sector continua a ser maioritariamente composto por trabalhadores por conta de outrem, que representam cerca de 87% do total. Dentro deste universo, o sector privado assume um papel dominante, sendo responsável por 63,4% do emprego total, enquanto o público representa 36,6%.

Salários também crescem

Também ao nível da estrutura empresarial, o sector continua em expansão. Em 2023, existiam 118.558 empresas na área da Saúde, um aumento de 2,2% face ao ano anterior e de mais de 45% na última década. “A esmagadora maioria destas entidades (94,6%) está concentrada nas actividades de saúde humana, embora o crescimento mais dinâmico se observe nas actividades de apoio social, impulsionado por estruturas de menor dimensão e serviços de proximidade”, sublinha a Randstad.

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A evolução das remunerações acompanha esta dinâmica de crescimento. Em Dezembro de 2025, a remuneração média mensal no sector atingiu 2.033 euros brutos, um valor 8,3% superior à média nacional. “Nos últimos 10 anos, os salários registaram um aumento de cerca de 70%, reflectindo não só a valorização das funções técnicas e clínicas, mas também a pressão crescente para atrair e reter profissionais num contexto de escassez de talento”, acrescenta a empresa.

Já os níveis de desemprego mantêm-se reduzidos. Em Fevereiro passado, estavam registados 18.470 desempregados no sector da saúde, o equivalente a 6,1% do desemprego total em Portugal.




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