Seaside patrocina eco festival de música electrónica

Há um festival de música electrónica que leva nomes como Kura, Overule e Breath Carolina a Pampilhosa da Serra. Chama-se Seaside Sunset Sessions e tem vindo a chamar ao Centro de Portugal cada vez mais pessoas: as inscrições deste ano para o campismo já ultrapassaram as de 2017.

Vera Trindade, responsável de Comunicação e Marketing do festival, conta à Marketeer que o Seaside Sunset Sessions tem vindo a evoluir de forma sustentável desde a primeira edição, sendo que esta é já a quinta. «No ano passado, passaram pelo festival cerca de 17.500 pessoas e batemos o recorde de campistas com 400 inscrições», revela, indicando que a interacção do público nas redes sociais tem sido crescente.

Além de apresentar um cartaz dedicado a música electrónica – fruto de uma reestruturação do evento após perceberem que era neste género que residia o interesse do público –, o Seaside Sunset Sessions apresenta-se como um eco festival. Porquê? Primeiro, porque decorre em plena praia fluvial de Pampilhosa da Serra, tendo até uma pista de dança em cima do rio Unhais; em segundo lugar, porque a organização aposta na implementação de medidas amigas do ambiente, incluindo a utilização de iluminação de baixo consumo, distribuição de ecopontos pelo recinto e disponibilização de copos reutilizáveis (uma das novidades para este ano).

A organização preocupa-se também em promover a partilha de transporte privado entre os festivaleiros ou, em alternativa, a utilização do transporte colectivo, reduzindo as emissões de carbono.

Vera Trindade sublinha, ainda, como o festival pode contribuir para a regeneração da região, especialmente depois dos incêndios do ano passado: «Todos os anos, o Seaside Sunset Sessions procura deixar uma marca positiva na recuperação da mancha florestal da região, que infelizmente tem vindo a ser dizimada pelos incêndios.» Há dois anos, plantaram medronheiros, árvores conhecidas por travarem o avanço dos incêndios; no ano passado, juntaram-se à Seaside para plantar uma árvore por cada par de calçado doado pelos festivaleiros.

«De forma directa, o festival está muito presente na parte da reflorestação. Indirectamente, a presença e o aumento do número de festivaleiros são bons indicativos de que o que aconteceu na região não deixou uma marca negativa permanente, fazendo com que mantenha o espírito positivo que a caracteriza», comenta a responsável.

Sobre a parceria com a Seaside, que dá nome ao festival, Vera Trindade adianta que o envolvimento da marca com o evento tem um cunho bastante pessoal, uma vez que o CEO da Seaside é natural de Pampilhosa da Serra. «O apoio tem sido constante e a vontade de fazer crescer o festival para um formato ainda maior é uma ideia que temos vindo a ponderar e amadurecer. Portanto, podemos afirmar que é uma relação estável e de continuidade», conclui.

Inês Martins, responsável de Marketing da Seaside, confirma a boa relação entre a marca de calçado e acessórios e o Seaside Sunset Sessions, indicando a vontade de o CEO Acácio Teixeira em apoiar o município onde cresceu e promover actividades que contribuam para o seu desenvolvimento socio-económico. «Além disso, existe da parte da Seaside um reconhecimento do excelente trabalho desenvolvido pela autarquia e o desejo de estabelecer uma relação de proximidade emocional da marca com o público», explica.

Inês Martins esclarece, ainda, que o melhor retorno que a Seaside retira desta sinergia é «o reconhecimento da Seaside como marca nacional que apoia e está com os portugueses e para os portugueses também nos seus tempos de lazer», especialmente nos campos da música e desporto.

Texto de Filipa Almeida

Cartaz_Festival Seaside Sunset Sessions 2018 a

Ler Mais
Artigos relacionados
Comentários
A carregar...

Multipublicações

Human Resources
Qual é, afinal, o papel do líder?
Automonitor
Maratonas condicionam trânsito em Lisboa (conheça as vias afetadas)